A Sé Catedral de Quelimane, na província da Zambézia, é o local escolhido pela Conferência Episcopal de Moçambique para a despedida eclesiástica oficial ao Bispo de Quelimane, Dom Osório Citora Afonso, assassinado na madrugada do último sábado por pessoas ainda não identificadas.
Em comunicado emitido na passada segunda-feira, o órgão que congrega os bispos católicos em Moçambique afirma que as exéquias fúnebres de Dom Osório Citora serão realizadas com a observação de todas as prescrições canónico-litúrgicas para o Bispo diocesano, com a cerimónia a ser dividida em duas partes: funeral oficial, na sexta-feira, e celebração familiar, no sábado.
De acordo com o comunicado, o funeral eclesiástico oficial inicia às 09h00 de sexta-feira, na Sé Catedral de Quelimane, com o corpo presente do finado, devendo ser presidido por Dom Luís Miguel Muñoz Cárdaba, Núncio Apostólico de Moçambique.
Depois da missa de funeral eclesiástico oficial, explica a nota, a urna contendo os restos mortais de Dom Osório Citora Afonso será levada de avião para a Arquidiocese de Nampula, onde decorrerá, no sábado, o funeral familiar e a sepultura do seu corpo, no cemitério do Clero da Arquidiocese de Nampula, em Nampaco.
Em Nampula, o corpo de Dom Osório estará na Escola Consolata, no Bairro de Nampaco, onde à noite haverá velório para todos os fiéis que se puderem fazer ao local. Já no sábado, até às 07h30m, o corpo estará na Sé Catedral de Nampula, local onde o falecido Dom Osório Citora Afonso foi baptizado, crismado e ordenado sacerdote.
Nesta paróquia, a missa de corpo presente inicia às 10h00 e será presidida por Dom Inácio Saure, Arcebispo Metropolita de Nampula. O corpo do Bispo de Quelimane será sepultado no cemitério do Clero da Arquidiocese de Nampula, junto ao Seminário Propedêutico Mater Apostolorum, no Bairro de Nampaco.
Na sua nota, a Conferência Episcopal de Moçambique diz unir-se, neste momento de dor, à igreja universal e à moçambicana, em particular, em oração e acção de graças a Deus pela vida e missão de Dom Osório Citora Afonso e pela consolação das suas famílias de sangue e religiosa. “Descansa em paz, Dom Osório! O teu testemunho permanece vivo na Igreja Universal e no coração do povo moçambicano em particular”, finalizam os bispos católicos.





