O assassinato macabro do Bispo da Diocese de Quelimane, Dom Osório Afonso, continua a causar indignação geral, com um coro nacional e internacional de pedido de justiça a ecoar em todo o lado. Depois das mensagens emitidas pelo Chefe de Estado, Papa Leão XIV e por diversos países e organizações internacionais, hoje, foi a vez do Movimento Democrático de Moçambique (MDM) condenar o acto registado no último sábado.
Segundo o Presidente do MDM, Lutero Simango, o assassinato do Bispo de Quelimane é um sinal de falta de segurança e protecção dos moçambicanos. “Estamos todos chocados com o que aconteceu em Quelimane, no último sábado, com o baleamento do Reverendíssimo Dom Osório Afonso. Esse baleamento, mais uma vez, é uma manifestação da ausência da segurança e protecção dos moçambicanos”, afirmou.
Em conferência de imprensa realizada na manhã desta segunda-feira, em Maputo, Simango condenou o acto, defendendo que a violência não é um método de resolução de conflitos e muito menos substitui o argumento. “Se há problemas, devemos discutir, conversar, dialogar e não recorrer a essa violência brutal como aconteceu no sábado”, disse.
O líder do terceiro maior partido da oposição desafiou as autoridades a investigar, com toda a isenção e profissionalismo, esclarecer e responsabilizar os actores do crime, incluindo os seus respectivos mandantes. “Acreditamos que esta acção macabra tem seus mandantes”.
Para Lutero Simango, cabe às autoridades da justiça investigar e encontrar os verdadeiros culpados e os actores desta acção macabra. Para além de condenar, o político manifestou a sua solidariedade com a comunidade católica.
Refira-se que o Bispo de Quelimane foi encontrado morto no sábado, na residência episcopal, na capital provincial da Zambézia. O Serviço Nacional de Investigação Criminal afirma que Dom Osório Citora foi atingido por múltiplos tiros no peito e no coração. Até ao momento não são conhecidos os motivos do crime.





