Mais um cidadão moçambicano foi vítima da violência xenófoba protagonizada por grupos sul-africanos anti-imigração, que há mais de um mês lutam para expulsar cidadãos negros africanos residentes naquele país.
Uma nota do Governo emitida na noite desta segunda-feira refere que a mais nova vítima é uma cidadã, que foi agredida na passada sexta-feira, na região de Verulam, na província sul-africana de KwaZulu-Natal (onde se localiza a cidade turística de Durban). Da violência, a vítima sofreu ferimentos, tendo recebido assistência local.
Já no sábado, três cidadãs moçambicanas foram alvo de uma tentativa de intimidação no bairro de La Rochelle, em Joanesburgo, província de Gauteng, uma situação “prontamente controlada pela Polícia Sul-Africana, sem registo de danos maiores”.
Segundo o Governo, mantém-se “tensa” a situação em algumas províncias da República da África do Sul, na sequência da persistente mobilização de grupos anti-imigração que exigem a retirada de cidadãos estrangeiros em situação migratória irregular até ao dia 30 de Junho.
A situação, descreve o Executivo moçambicano, tem provocado deslocações de milhares de cidadãos estrangeiros para centros de acolhimento temporário, sobretudo na província de KwaZulu-Natal, “onde se registaram novos incidentes violentos”.
O Executivo afirma que, em Durban, por exemplo, o Consulado de Moçambique continua a receber inscrições de cidadãos que manifestam intenção de regressar voluntariamente ao país, estando em curso o processo de registo e organização da logística de repatriamento.
Na nota de actualização sobre a situação de xenofobia na África do Sul, o Governo não traz quaisquer informações em torno do processo de transladação dos restos mortais dos cinco cidadãos nacionais mortos naquele país. No entanto, garante que as missões diplomáticas e consulares de Moçambique, na África do Sul, continuam a acompanhar de perto a evolução da situação e a prestar a assistência e protecção consular necessárias aos cidadãos moçambicanos afectados.




