A Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) assinou, esta semana, três memorandos de entendimento com o Gabinete de Implementação do Projecto Hidroeléctrico de Mphanda Nkuwa, a Fundação para a Conservação da Biodiversidade (BIOFUND) e a EVolution.
Os instrumentos visam reforçar o conteúdo local, mobilizar financiamento climático e profissionalizar a organização de eventos empresariais. Os acordos foram rubricados no encerramento da XXI edição da Conferência Anual do Sector Privado (CASP 2026), realizada em Maputo.
Segundo o presidente da CTA, Álvaro Massingue, o memorando com o Gabinete de Implementação do Projecto Hidroeléctrico de Mphanda Nkuwa visa fortalecer a cooperação na promoção do conteúdo local, no desenvolvimento e capacitação das pequenas e médias empresas (PME), bem como fomentar o empreendedorismo, com especial enfoque para as mulheres. O acordo contempla ainda o desenvolvimento de fornecedores locais, a promoção do desenvolvimento comunitário e o reforço da responsabilidade social.
Com a BIOFUND, a CTA pretende estabelecer um quadro de cooperação para mobilizar financiamento climático, tanto a nível nacional como internacional, em apoio a iniciativas de desenvolvimento sustentável. Já o memorando assinado com a EVolution tem como objectivo melhorar a produção, gestão operacional, comercialização e desenvolvimento de eventos institucionais e empresariais.
Na ocasião, Massingue afirmou que a XXI edição da CASP voltou a demonstrar que o diálogo público-privado continua a ser um instrumento essencial de governação participativa e um factor determinante para acelerar a transformação estrutural da economia moçambicana. “Estamos confiantes de que, através de uma cooperação cada vez mais estreita entre o Governo e a CTA, conseguiremos criar um ambiente de negócios mais favorável ao investimento, à produção, à industrialização e ao crescimento sustentável”, afirmou.
O dirigente agradeceu igualmente às delegações empresariais nacionais e estrangeiras, aos parceiros de cooperação e aos demais participantes pelo contributo prestado para o sucesso da conferência.
Durante os dois dias do evento, os participantes debateram temas ligados à competitividade da economia moçambicana, com destaque para infra-estruturas, logística, energia, transformação digital, agronegócio, segurança alimentar e nutricional, mecanismos de financiamento, desenvolvimento de competências, turismo, industrialização e conteúdo local.
Segundo Massingue, as recomendações saídas da conferência constituem uma base importante para acelerar a diversificação da economia, aumentar a produtividade e promover a criação de emprego digno, sobretudo para os jovens e as mulheres.





