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3 de June, 2026

Enfermeiros convocam marcha em protesto ao atraso na validação das eleições da Ordem

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Os enfermeiros vão sair à rua amanhã, quinta-feira, para marchar em protesto contra a não validação dos resultados definitivos das eleições na sua Ordem profissional e o atraso na tomada de posse dos órgãos eleitos. O evento é convocado pelas Associações de Parteiras e dos Enfermeiros.

Falando esta terça-feira em conferência de imprensa, Raul Piloto, porta-voz da Ordem dos Enfermeiros de Moçambique, disse que a manifestação surge na sequência de um processo eleitoral prolongado, marcado por recursos, contestações e sucessivos adiamentos que, diz a fonte, têm impedido a conclusão do processo já decidido pelos membros da classe.

Segundo o porta-voz, as eleições da Ordem decorreram em duas ocasiões distintas, tendo ambas resultado na vitória do candidato Jeremias Matecateca. A primeira votação foi anulada após contestação, obrigando à realização de um novo escrutínio que, curiosamente, foi ganho pelo mesmo candidato voltou a vencer, confirmando a preferência expressa pelos profissionais de enfermagem.

Raul Piloto conta que após a realização da segunda votação, a Comissão Eleitoral proclamou oficialmente os resultados provisórios, reconhecendo a vitória de Jeremias Matecateca. E, a partir desse momento, a expectativa da classe era que os procedimentos subsequentes, nomeadamente a homologação dos resultados e a tomada de posse dos órgãos eleitos, fossem realizados dentro dos prazos previstos. Mas, debalde!

O porta-voz da Ordem dos Enfermeiros diz que a Mesa da Assembleia-Geral informou que uma das listas concorrentes havia submetido uma providência cautelar junto do Tribunal Judicial da Cidade de Maputo, situação que, segundo a instituição, impedia legalmente a validação dos resultados.

Após a apreciação do caso, o Tribunal considerou improcedente a reclamação apresentada, determinando a extinção do processo. Para a Ordem, esta decisão eliminou o principal obstáculo que justificava o adiamento da homologação dos resultados eleitorais. “Quando recebemos a informação de que a providência cautelar havia sido extinta, entendemos que estavam reunidas todas as condições para que fosse marcada a tomada de posse dos órgãos eleitos. Contudo, até ao momento, isso ainda não aconteceu”, afirmou.

Segundo Raul Piloto, a ausência de uma data para a investidura dos novos dirigentes tem gerado preocupação e descontentamento entre os profissionais de enfermagem, sobretudo porque o processo eleitoral se arrasta há vários meses sem uma solução definitiva. A fonte sublinha que os atuais órgãos dirigentes da Ordem se encontram com o mandato expirado desde Agosto de 2025, situação que, na sua opinião, reforça a necessidade de acelerar a transição para os novos órgãos escolhidos pelos membros da instituição.

A marcha, a ter lugar na capital do país, tem como principal objectivo exigir o respeito pelos resultados eleitorais, a validação definitiva do processo e a tomada de posse dos órgãos eleitos. A Ordem dos Enfermeiros defende que a iniciativa pretende igualmente reafirmar o compromisso da classe com os princípios da democracia, da legalidade e da transparência institucional. “A vontade dos enfermeiros foi expressa nas urnas e deve ser respeitada”, concluiu Raul Piloto.

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