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7 de May, 2026

Combustíveis: Aumentos de preços variam de 1,7 Meticais a 36,37 Meticais por litro

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O Governo aprovou na noite de quarta-feira (06), na 12ª Sessão Ordinária do Conselho de Ministros, o ajustamento dos preços de venda ao público, de combustíveis líquidos, com efeitos a partir de hoje, 7 de Maio de 2026.
Os aumentos variam entre 1,7 Meticais a 36,37 Meticais por litro.

Em “briefing” à imprensa, o Presidente do Conselho de Administração (PCA) da Autoridade Reguladora de Energias (ARENE), Paulo da Graça, explicou que, com o reajuste, a gasolina passa para 93,86 Meticais por litro, contra 83,57 Meticais, um aumento de 10,29 Meticais.

O gasóleo passa para 116,25 Meticais por litro contra os anteriores 79,88 Meticais. O aumento foi de 36,37 Meticais, o maior reajuste de todos os combustíveis. O petróleo de iluminação passa para 97,56 Meticais por litro, contra 66,86 Meticais que vinham sendo praticados desde Junho de 2025. O aumento foi de 30,7 Meticais.

Segundo da Graça, o gás de cozinha passa a custar 87,82 Meticais por quilograma, contra 86,05 Meticais praticados desde o último reajuste. O aumento foi de 1,77 Meticais. Entretanto, o gás natural veicular passa a ser comercializado a 52,73 Meticais por litro equivalente, contra 41,11 Meticais, um incremento de 11,62 Meticais.
O PCA da ARENE sublinhou que esta actualização de preços de combustíveis continua a colocar Moçambique com os preços em níveis ainda baixos, em comparação com os preços que são praticados a nível da região austral de África.

“O Governo, através da Autoridade Reguladora de Energia, irá continuar a monitorar a evolução dos preços no mercado, bem como desenvolver acções de supervisão e fiscalização para, prevenir a ruptura de ‘stocks’ e práticas especulativas que possam ocorrer no mercado”, concluiu o PCA da ARENE.

Refira-se que, para que os novos preços não afectem severamente a economia e a sociedade no geral, o Governo garantiu na última terça-feira (05), na Assembleia da República, implementar medidas de apoio aos sectores estratégicos, com maior influência sobre os preços internos, nomeadamente transporte público de passageiros e empresas petrolíferas, para evitar aumentos de grande nível das tarifas, após a iminente subida de preços de combustíveis.

Para o efeito, o Executivo pretende activar o Fundo de Estabilização, um instrumento financeiro utilizado para evitar aumentos abruptos e elevados nos preços dos combustíveis, protegendo assim os consumidores finais e os operadores económicos de choques externos, tal como aconteceu em 2022, após o aumento significativo dos preços de petróleo devido à guerra entre a Rússia e a Ucrânia.

Em finais de Março passado, a ministra das Finanças, Carla Louveira, fez saber que o Fundo de Estabilização tinha na altura cerca de 390 milhões de Meticais, o correspondente a cerca de seis milhões de dólares americanos. Entretanto, não se sabe quantos meses o valor irá cobrir. (Evaristo Chilingue)

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