O Presidente da República, Daniel Chapo, disse esta segunda-feira, na abertura da 61.ª edição da Feira Internacional de Maputo, que Moçambique poderá receber entre 50 e 60 mil milhões de dólares de investimentos no sector do gás nos próximos cinco a dez anos.
Segundo Chapo, esse volume inclui cerca de 15 mil milhões de dólares dos dois projectos da Eni, outros 15 mil milhões associados ao projecto da TotalEnergies e aproximadamente 20 mil milhões de dólares da ExxonMobil, cuja decisão final de investimento o Governo espera ainda para este ano.
O Presidente defendeu que a dimensão dos grandes projectos só terá impacto real na economia se conseguir arrastar consigo empresas nacionais, criar emprego e aumentar o valor que permanece no país. Disse, por isso, que o Executivo está a trabalhar com pequenas e médias empresas para as preparar para as oportunidades ligadas aos investimentos previstos na Bacia do Rovuma.
Chapo afirmou ainda que as receitas futuras do gás devem ser canalizadas para sectores como agricultura, indústria, recursos minerais, energia, turismo, economia azul, transformação digital e infra-estruturas. “A nossa luta não é só o crescimento”, afirmou, defendendo que a expansão económica deve traduzir-se em rendimento, salários, impostos e redução das desigualdades.
Na intervenção de abertura da FACIM, o Chefe do Estado insistiu igualmente que a feira deve produzir resultados concretos, através de contratos, novos projectos, joint-ventures, internacionalização de empresas e investimentos. “Um Moçambicano tem direito de ser rico”, afirmou, acrescentando que essa riqueza deve resultar de actividades lícitas, honestas e íntegras.
A FACIM 2026 decorre em Ricatla, no distrito de Marracuene, sob o lema “Transformação Digital e Energética Rumo a uma Economia Sustentável”. Chapo disse que o objectivo é fazer da feira mais do que uma montra de produtos, transformando-a numa plataforma de negócios, investimento e ligação entre produtores e mercados.

