O governo sul-africano gastou 341,2 milhões de Rands antes dos protestos em massa contra a imigração ilegal em 30 de Junho e 18 de Agosto, para facilitar o chamado “abahambe”, repatriamento de estrangeiros em situação irregular no país.
O valor serviu para financiar a saída de 99.933 pessoas que foram obrigados a deixar o país, devido aos protestos contra a imigração ilegal e, em média, a operação custou ao governo sul-africano pelo menos 3.4 Rands por cada estrangeiro.
Os números do Departamento de Assuntos Internos (DHA na sigla em inglês) apontam para 89.936 repatriamentos e outras 9.997 deportações forçadas. A comunidade malawiana foi a que optou por sair voluntariamente em maior número, representando 54.541 repatriamentos. Além disso, 27.920 zimbabweanos, 2.417 moçambicanos e 1.145 nigerianos estão entre os que deixaram a África do Sul.
Devido à magnitude do processo, o executivo de Pretória foi obrigado a submeter um pedido de financiamento de emergência ainda a ser aprovado pelo Tesouro Nacional. O maior bolo, 232,8 milhões de Rands, foi gasto em transporte rodoviário, enquanto outros 8,7 milhões foram gastos em voos fretados para Etiópia, Nigéria, Burundi e República Democrática do Congo.
O orçamento inicial para todos os custos de transporte relacionados a estrangeiros era de 57 milhões de Rands, mas aumentou para 277 milhões. O DHA esclareceu que a viabilização da operação de repatriamento dependia da superação das medidas de segurança e de uma solicitação de financiamento que ainda estava sujeita à aprovação.
Uma análise detalhada dos gastos com repatriamento e deportação apresentada na última terça-feira (24) ao Comité de Assuntos Internos indica que a operação de repatriamento envolveu aproximadamente 11.000 pessoas de 12 entidades locais, incluindo instituições governamentais, forças policiais, missões diplomáticas, organizações de caridade e o sector privado.





