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21 de August, 2026

ANE culpa água pela degradação precoce do pavimento da EN1 em Maputo

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A Administração Nacional de Estradas (ANE) atribui a degradação precoce de alguns troços da Estrada Nacional Número 1 (EN1), na cidade de Maputo, à presença das águas pluviais no pavimento, facto que tem contribuído para o surgimento de buracos na via.

O facto foi defendido ontem, em Maputo, pelo Director-Geral Adjunto da ANE, Miguel Coanai, em conferência de imprensa convocada para apresentar projectos de reabilitação e ampliação da EN1 entre a Rotunda de São Roque e o Nó de Zimpeto, na cidade de Maputo, e 3 de Fevereiro e Incoluane, na província de Maputo.

Segundo Miguel Coanai, as autoridades estão a trabalhar em coordenação com o município para melhorar o encaminhamento das águas provenientes das zonas urbanas e reduzir os danos causados na estrada. A fonte assegura que, enquanto as águas das bacias das zonas urbanas continuarem a transbordar e a atravessar a EN1, o problema dos buracos deverá persistir, sobretudo devido à circulação de veículos pesados.

“Enquanto tivermos descargas das bacias e bombagens dos quintais alagados, vamos ter sempre este problema. O pavimento betuminoso não resiste à presença de água”, explicou, assegurando, no entanto, que os buracos que surgiram após as intervenções de emergência serão reparados. O responsável esclareceu que os trabalhos de manutenção estão previstos no contrato existente com o empreiteiro e não vão representar custos adicionais para os bolsos dos cidadãos.

“Não vamos gastar duas vezes o mesmo valor para tapar o mesmo buraco”, disse Coanai, revelando que a ANE está a procurar criar condições para garantir a sustentabilidade das intervenções de emergência até à implementação do projecto definitivo de reabilitação da estrada, que deverá iniciar em Janeiro de 2027.

Lembre-se que, em princípios do mês de Julho último, a ANE apresentou as obras de emergência realizadas ao longo da EN1, no troço entre a Rotunda de São Roque e o Nó do Zimpeto, que se encontrava esburacado e coberto de águas pluviais estagnadas. As obras foram orçadas em 60 milhões de Meticais, porém, em menos de 60 dias, a estrada voltou a apresentar buracos, mesmo em locais onde não há registo de concentração de águas pluviais, tal como justificou o Miguel Coanai. (Carta)

 

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