A Televisão de Moçambique (TVM) nega ter sonegado informações aos auditores, durante a auditoria das suas demonstrações financeiras referentes ao ano de 2025. Os factos são narrados numa nota de imprensa de esclarecimento emitido por aquela empresa pública, na sequência do artigo divulgado pela “Carta” em torno da sua situação financeira.
Segundo a TVM, durante todo oprocesso de auditoria externa às demonstrações financeiras da empresa, realizada pela Moore Sociedade de Contabilistas e Auditores Certificados, a TVM “disponibilizou toda a informação e documentação que lhe foi formalmente solicitada pelos auditores, colaborando de forma aberta, transparente e permanente com a equipa de auditoria”.
Contudo, refere que, no decurso dos trabalhos, o auditor externo solicitou confirmações de saldos junto de diversas entidades terceiras, incluindo clientes, fornecedores, credores e uma instituição bancária, sendo que, “até à data da conclusão da auditoria, algumas dessas entidades não haviam remetido as respectivas respostas ao auditor”.
É em consequência da ausência dessas confirmações externas que a TVM diz que o auditor externo emitiu uma opinião com reservas relativamente às rubricas em causa. “Não por falta de colaboração da TVM”, diz o comunicado de imprensa.
“A TVM sublinha que realizou todas as diligências ao seu alcance junto das entidades envolvidas, procurando que as respostas fossem disponibilizadas em tempo útil. Contudo, a emissão dessas confirmações depende exclusivamente das entidades externas, tratando-se de um procedimento que está fora do controlo da empresa”, acrescenta, defendendo não ter sonegado informação durante o processo de auditoria.
Refira-se que, no Relatório de Auditoria, a Moore Sociedade de Contabilistas e Auditores Certificados, Limitada diz não ter recebido parte dos documentos solicitados para analisar a situação financeira daquela empresa pública.
“Embora tenhamos solicitado, até à data do presente relatório, não obtivemos resposta aos nossos pedidos de confirmação externa das rubricas abaixo indicadas. Simultaneamente, os resultados dos procedimentos alternativos utilizados para validar saldos não se revelaram satisfatórios. Consequentemente, não nos é possível assegurar a totalidade e exactidão dos saldos abaixo indicados, nem confirmar se todos os direitos e responsabilidades estão correctamente divulgados nas demonstrações financeiras”, diz o documento, no qual os auditores expressam também reservas acerca da continuidade das operações da televisão pública.




