Director: Marcelo Mosse

Maputo -

Actualizado de Segunda a Sexta

12 de June, 2026

Três funcionários da Diocese de Quelimane indiciados na morte de Dom Osório Citora Afonso

Escrito por

Três suspeitos de estarem envolvidos no assassinato do Bispo de Pemba, Dom Osório Citora Afonso foram ouvidos esta quinta-feira pelo Tribunal Judicial da Província da Zambézia, no âmbito das investigações visando o esclarecimento do crime. Os indiciados são funcionários da Diocese de Quelimane, nomeadamente, um padre, um guarda e um jardineiro.

Os indiciados foram detidos pelo Serviço Nacional de Investigação Criminal e apresentados, ontem, ao juiz de instrução para a legalização da sua prisão preventiva. Lembre-se que Dom Osório Citora Afonso foi assassinado no último sábado, na residência episcopal com recurso à arma de fogo, do tipo AK47.

Aliás, em conferência de imprensa concedida na noite desta quinta-feira, em Quelimane, o Serviço Nacional de Investigação Criminal disse já ter sido feita uma perícia médico-legal ao corpo do prelado, os exames balísticos ao invólucro retirado do corpo de Dom Osório Citora e exames de DNA para determinar, com precisão, as pessoas envolvidas no crime. Porém, a entidade não revelou se a arma foi disparada pelos suspeitos e muito menos o grau de envolvimento de cada um deles.

Lembre-se que, nas suas declarações iniciais, o Serviço Nacional de Investigação Criminal, na Zambézia, disse que os autores do crime teriam escalado o muro de vedação da residência após vandalizarem o sistema de segurança eléctrica. Disse ainda que a cerca eléctrica estava inoperacional há cerca de dois meses, circunstância que poderá ter facilitado a acção dos atacantes.

“Vandalizaram a cerca eléctrica. Recebemos informações de que o sistema estava sem funcionar há aproximadamente dois meses, o que pode indicar que os criminosos tinham conhecimento prévio dessa situação, facilitando o acesso à residência”, explicou Máximo Amílcar, porta-voz do SERNIC, na Zambézia.

Visited 107 times, 108 visit(s) today

Sir Motors

Ler 111 vezes