Três suspeitos de estarem envolvidos no assassinato do Bispo de Pemba, Dom Osório Citora Afonso foram ouvidos esta quinta-feira pelo Tribunal Judicial da Província da Zambézia, no âmbito das investigações visando o esclarecimento do crime. Os indiciados são funcionários da Diocese de Quelimane, nomeadamente, um padre, um guarda e um jardineiro.
Os indiciados foram detidos pelo Serviço Nacional de Investigação Criminal e apresentados, ontem, ao juiz de instrução para a legalização da sua prisão preventiva. Lembre-se que Dom Osório Citora Afonso foi assassinado no último sábado, na residência episcopal com recurso à arma de fogo, do tipo AK47.
Aliás, em conferência de imprensa concedida na noite desta quinta-feira, em Quelimane, o Serviço Nacional de Investigação Criminal disse já ter sido feita uma perícia médico-legal ao corpo do prelado, os exames balísticos ao invólucro retirado do corpo de Dom Osório Citora e exames de DNA para determinar, com precisão, as pessoas envolvidas no crime. Porém, a entidade não revelou se a arma foi disparada pelos suspeitos e muito menos o grau de envolvimento de cada um deles.
Lembre-se que, nas suas declarações iniciais, o Serviço Nacional de Investigação Criminal, na Zambézia, disse que os autores do crime teriam escalado o muro de vedação da residência após vandalizarem o sistema de segurança eléctrica. Disse ainda que a cerca eléctrica estava inoperacional há cerca de dois meses, circunstância que poderá ter facilitado a acção dos atacantes.
“Vandalizaram a cerca eléctrica. Recebemos informações de que o sistema estava sem funcionar há aproximadamente dois meses, o que pode indicar que os criminosos tinham conhecimento prévio dessa situação, facilitando o acesso à residência”, explicou Máximo Amílcar, porta-voz do SERNIC, na Zambézia.





