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26 de January, 2026

Cheias e inundações poderão forçar alteração do calendário escolar

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Está agendado para o próximo dia 30 de Janeiro, sexta-feira, o arranque do ano lectivo de 2026. No entanto, o sector da educação ainda vive um cenário de incerteza, uma vez que decorre a avaliação das condições das escolas afectadas pelas cheias e das salas de aulas, actualmente transformadas em centros de acolhimento.

As cheias e inundações registadas em quase todo o país, com destaque para o sul e centro, poderão levar à alteração do calendário escolar. Segundo a Ministra da Educação e Cultura, Samaria Tovela, a decisão sobre o arranque das aulas na data prevista será anunciada nos próximos dias.

A governante falava, neste sábado, após uma visita efectuada ao centro de acomodação instalado na Escola Primária de Guachene, no distrito municipal da KaTembe, na cidade de Maputo. Nessa escola encontram-se acolhidas 79 crianças em idade escolar, algumas das quais são alunas da própria instituição. As salas de aula, que normalmente servem para o processo de ensino e aprendizagem, estão a ser usadas como espaços de habitação temporária, devido às inundações que afectaram a província e cidade de Maputo.

O calendário oficial aponta o dia 30 de Janeiro como data de arranque das aulas em todo o país, no entanto, ainda não há clareza sobre como o processo irá decorrer, sobretudo nas zonas mais afectadas pelas chuvas intensas, que provocaram cheias e deixaram milhares de famílias desalojadas.

Entretanto, apesar das incertezas, Tovela assegurou que o sector dispõe de um “plano A” e de um “plano B” para garantir o “normal” decurso das aulas. Reitera que a definição do plano definitivo deverá acontecer ainda esta semana, após a conclusão do levantamento de danos que, neste momento, apontam que pelo menos 320 escolas foram afectadas pelas cheias e inundações.

A governante disse que o levantamento em curso visa permitir a tomada de decisões que incluam um plano para a libertação gradual das salas de aula e o acolhimento dos alunos. A Ministra da Educação e Cultural sublinhou ainda que a decisão tomará em conta também as deliberações do Conselho de Ministros.

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