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4 de November, 2025

Central Solar de 400 MW da HCB dá passos para sair do papel

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A Central Solar de 400 Megawatts (MW) projectada pela Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB), no âmbito do Plano Capex Vital 10 Anos, em implementação desde 2022, já dá passos para sair do papel, embora esteja ainda numa fase embrionária. A empresa, com o apoio do Banco Mundial, ainda está a levar a cabo estudos de pré-viabilidade técnicos, mercado e de impacto ambiental.

Segundo a administradora-executiva para a Área dos Recursos Humanos, Gestão de Projectos e Serviços Gerais da HCB, Aida Mabjaia, a Central Solar está a ser projectada para ser construída em Matambo, distrito de Changara, na província de Tete, devido aos níveis elevados de radiação solar naquela região.

A administradora explicou ainda que a infra-estrutura é projectada no âmbito do Plano Capex Vital da HCB, com o objectivo de reverter o impacto negativo na fiabilidade e rentabilidade do empreendimento, resultante do crescente risco operacional no sistema de produção, devido ao alcance do fim da vida útil dos equipamentos e infra-estruturas.

“Esta iniciativa enquadra-se nos projectos estruturantes de reabilitação e modernização do empreendimento da HCB. Surge para suprir a necessidade e o défice que teremos com a implementação desses projectos, em que teremos a saída dos grupos geradores, um por cada ano para a manutenção e modernização. O défice a ser causado pela saída desses grupos geradores com 415 MW cada será compensado pela Central Solar”, explicou a fonte.

Todavia, com a conclusão da reabilitação e modernização do empreendimento da HCB, a Central Solar irá incrementar a oferta de energia para o país e para a região da África Austral. De todos os projectos previstos no âmbito do Plano Capex Vital 10 Anos, espera-se que até 2032 a produção de energia da HCB saia dos actuais 2.000 para 4000 Megawatts.

Aida Mabjaia não avançou o valor que será investido na infra-estrutura, nem o ano do fecho financeiro, porque ainda está em fase de estudos de pré-viabilidade.

“Agora, decorrem estudos de pré-viabilidade para confirmar se o local já identificado é mesmo viável. Decorrem também estudos de pré-viabilidade ambientais e de mercado, entre outros. Os estudos decorrem com o apoio da Corporação Financeira Internacional do Banco Mundial”, explicou a fonte.

A chefe do Departamento de Engenharia da HCB, Amina Matsinhe,explicou que para a implementação do Projecto da Central Solar será necessário, no mínimo, 400 hectares, pois, para um MW, é preciso um hectare.

Entretanto, sublinhou que, quanto maior for a potência dos painéis, menor será o espaço.

“Estamos a projectar uma central com painéis solares de 600 watts, mas se até ao fim dos estudos de viabilidade tivermos painéis com mais watts pode haver redução no espaço. A dimensão também terá em consideração a tecnologia que será utilizada, mas nós queremos recorrer à tecnologia de ponta. Em termos de quantidade de baterias, temos de ter, no mínimo, um número capaz de armazenar 20% da capacidade total instalada de 400 MW”, explicou Matsinhe. Segundo a fonte, se a Central Solar for construída com a tecnologia de ponta, poderá ter cerca de 25 anos de vida.

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