O Tribunal Judicial da Província de Maputo condenou os autores do homicídio do motorista por aplicativo Egas Júlio Bié a penas que variam entre 21 e 28 anos de prisão, na sequência de um crime hediondo ocorrido em Outubro de 2025, no município da Matola.
Entre os condenados está um indivíduo identificado como Arlindo, sentenciado a 28 anos de prisão. O Tribunal considera o arguido como o líder do grupo. Afirma que foi este quem solicitou deliberadamente o serviço de transporte com o objectivo de executar o crime, em conluio com os restantes comparsas.
Dos seis cidadãos inicialmente detidos e arrolados no processo criminal, apenas três foram considerados executores do homicídio. A decisão judicial abrange igualmente os chamados “nhonguistas”, condenados pelo seu envolvimento na venda da viatura roubada durante a acção criminosa.
Às autoridades, os arguidos alegaram que o seu objectivo era apenas roubar a viatura, mas a vítima terá supostamente resistido, facto que os obrigou a tirar a sua vida. Lembre-se que Egas Júlio Bié, de 35 anos, foi torturado e assassinado em Outubro do ano passado, sendo que o seu corpo foi encontrado dias depois com as mãos e os pés amarrados.
No fim do julgamento, familiares da vítima manifestaram satisfação com a decisão do Tribunal, considerando que a condenação representa um importante passo na reposição da justiça, embora não seja capaz de reparar a perda sofrida.





