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26 de June, 2026

Presidente da República considera “inegociáveis” honestidade e integridade

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O Presidente da República, Daniel Chapo, apelou aos moçambicanos para que façam da honestidade, integridade, patriotismo, competência e da responsabilidade valores inegociáveis da vida nacional.

Dirigindo-se à Nação por ocasião das celebrações do Dia da Independência Nacional, Chapo reiterou que o desenvolvimento do país depende não apenas dos recursos naturais, mas, sobretudo, do compromisso colectivo dos cidadãos com princípios éticos e uma cultura de trabalho.

“Moçambique é um país rico”, afirmou, sublinhando que a principal riqueza nacional não se encontra apenas no subsolo, nos rios ou nos mares, mas, principalmente, no seu povo.

Segundo o Presidente, esse activo reflecte-se na resiliência da mulher moçambicana, que diariamente sustenta as famílias tanto nas zonas rurais como urbanas e na coragem dos agricultores que enfrentam secas e cheias e continuam a produzir.

A persistência da juventude que procura construir um futuro melhor, dedicação de professores, médicos, enfermeiros, militares, agentes públicos, empresários, artistas, trabalhadores e líderes comunitários e religiosos são também outras valências que engrandecem a pátria moçambicana, assinalou.

O Chefe de Estado destacou ainda que o futuro de Moçambique depende da capacidade colectiva de transformar o potencial que detém em desenvolvimento concreto.

Recordando princípios apresentados no seu discurso de tomada de posse, a 15 de Janeiro de 2025, reiterou que nenhuma nação alcança soberania plena, se depender permanentemente da riqueza ou do apoio produzidos por outros países.

Defendeu igualmente que não existe prosperidade sustentável sem produção nacional, geração de riqueza e capacidade de exportação, factores considerados essenciais para gerar divisas e fortalecer a economia.

No entendimento do Presidente da República, a juventude só poderá concretizar plenamente as suas aspirações através de oportunidades para criar, inovar e transformar os recursos nacionais em prosperidade colectiva.

Perante o actual contexto internacional, marcado por crises económicas, tensões geopolíticas, alterações climáticas, terrorismo e desigualdades persistentes, o país é chamado a conquistar aquilo que classificou como uma nova etapa histórica: a independência económica.

Para o Chefe de Estado, esta “segunda independência” assenta na produção, na produtividade, no trabalho árduo, na disciplina e no patriotismo económico.

O objectivo, acrescentou, é transformar a liberdade conquistada pelos combatentes em prosperidade concreta para todos os moçambicanos, independentemente da origem, filiação política ou religião.

Nesse quadro, o Governo pretende promover uma economia mais produtiva, reforçar a industrialização, valorizar os recursos naturais, gerar empregos e criar condições para que o potencial estratégico do país se traduza em melhores condições de vida para a população.

Daniel Chapo defendeu ainda uma mudança de mentalidade nacional baseada no mérito, na responsabilidade colectiva, na competência e na integridade.

“O desenvolvimento não se constrói apenas com discursos”, afirmou, defendendo maior investimento na agricultura, na indústria, na ciência, na inovação e na formação.

Sublinhou que a independência económica exige igualmente ética, integridade pública e responsabilidade colectiva, apelando ao combate firme contra práticas que enfraquecem o Estado e travam o desenvolvimento nacional.

Esses flagelos incluem a corrupção, que corrói a confiança pública, desvio e uso indevido de recursos públicos, que reduzem oportunidades para a população, bem como a indiferença perante o sofrimento colectivo, factor que enfraquece a coesão nacional.

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