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Maputo -

Actualizado de Segunda a Sexta

27 de May, 2026

Agentes da PRM detidos por roubo agravado e extorsão em Maputo

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Três agentes da Polícia da República de Moçambique, afectos à 14ª Esquadra da Cidade de Maputo, no bairro 3 de Fevereiro, encontram-se detidos sob acusação de envolvimento em crimes de roubo agravado, abuso de cargo e extorsão contra cidadãos. Os “polícias-ladrões” foram detidos na madrugada do último sábado, 23 de Maio, no bairro de Magoanine “B”, encontrando-se encarcerados na 24ª Esquadra, no bairro do Zimpeto.

De acordo com o relato operacional, amplamente partilhado nas redes sociais, a vítima mais recente da “quadrilha” (que integra um total de seis agentes da Polícia, todos afectos à 14ª Esquadra) foi um cidadão de 50 anos de idade, residente no bairro de Magoanine “B”. Os indivíduos, devidamente uniformizados e munidos de uma arma de fogo do tipo AK-47, interpelaram violentamente a vítima, que seguia em sua viatura da marca Nissan, modelo Murano.

Durante a abordagem, os “polícias-ladrões” obrigaram a vítima a imobilizar a viatura, tendo, de seguida, recorrido à força física para retirá-la do volante. Em seguida, algemaram-na e colocaram-na no banco traseiro da própria viatura.

Tratando-se de uma acção criminosa, os três agentes colocaram-se a conduzir a viatura da vítima, tendo circulado por ruas escuras e isoladas, ameaçando a vítima. Acto contínuo, os “polícias-ladrões” vasculharam os pertences da vítima, tendo subtraído um telemóvel da marca Samsung (S21 Plus), avaliado em 30.000.00 Meticais e um valor 3.500,00 Meticais em numerário.

Insatisfeitos com os bens já saqueados, relatam os agentes em serviço da 24ª Esquadra da PRM, os indiciados exigiram os códigos das carteiras móveis (M-Pesa e e-Mola) da vítima, tendo efectuado uma transferência no valor de 4.020,00 Meticais para uma conta M-Pesa. Também tentaram aceder à conta bancária da vítima, porém, sem sucesso.

O relato operacional da 24ª Esquadra da PRM da Cidade de Maputo refere ainda que os “polícias-ladrões” tentaram extorquir a família vítima, exigindo 60.000,00 Meticais em troca da sua libertação, porém, sem sucesso. Após longas horas de tortura psicológica, a vítima foi abandonada na via pública, com um prejuízo financeiro estimado 37.520 meticais, para além de danos morais.

De acordo com o relato policial, os três agentes são confessos e apontaram mais três nomes integrantes da quadrilha, todos membros da Polícia e afectos à 14ª Esquadra da PRM da Cidade de Maputo, no bairro 3 de Fevereiro.

Os agentes da 24ª Esquadra acreditam que os seus colegas estejam envolvidos em vários casos semelhantes registados em Magoanine B, incluindo denúncias anteriores com o mesmo modus operandi. Afirmam ainda ter instaurado um Auto de Denúncia (n.º 130/24ª Esquadra/2026), estando a decorrer diligências para localizar os restantes suspeitos e apurar o eventual envolvimento do grupo noutros crimes ocorridos na mesma área.

Refira-se que a direcção da Polícia da República de Moçambique, a nível da Cidade de Maputo, ainda não se pronunciou sobre o caso. “Carta” contactou o porta-voz da PRM, na capital do país, Daniel Macuácua, para inteirar-se do assunto e das medidas disciplinares tomadas, mas sem sucesso. O responsável não atendeu as nossas chamadas.

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