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24 de April, 2026

Nampula: activista social Jota Pachoneia acusa Polícia de tentativa de assassinato

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O activista social e defensor dos direitos humanos, Joaquim Pachoneia, mais conhecido por Jota Pachoneia, acusou, nesta quarta-feira, a Polícia da República de Moçambique (PRM), de tentativa de assassinato.

Numa publicação nas redes sociais, Pachoneia disse ter escapado de disparos supostamente efectuados por agentes da PRM, em Nampula, quando se deslocava à localidade de Anchilo, no distrito de Nampula. Afirma que os membros da corporação dispararam várias vezes contra a sua viatura, tendo conseguido escapar ileso, embora o veículo tenha sofrido danos.

O activista diz ter tomado conhecimento da existência de um mandado de captura contra si, emitido pelo Tribunal, mas acusa os agentes de terem recorrido à violência para detê-lo, colocando em risco a sua integridade física. Pachoneia afirma que a sua perseguição policial está relacionada com o facto de ter acusado alguns juízes de envolvimento em práticas de corrupção.

No entanto, apesar de ter tomado conhecimento da existência de um mandado de captura contra si, Jota Pachoneia afirma que se vai manter escondido em parte incerta, prometendo não se apresentar às autoridades até ser devidamente notificado para prestar declarações e não para ser encarcerado.

Quem também entende que a Polícia queria matar Jota Pachoneia é o activista Gamito dos Santos. Afirma que os agentes se faziam transportar numa viatura e em duas motorizadas, sendo que a perseguição ocorreu na avenida Eduardo Mondlane, na cidade de Nampula, em direcção à localidade de Anchilo.

Gamito dos Santos, Director da Koxukhuro, uma organização da sociedade civil de Nampula, afirma que a perseguição parecia um filme de acção e estranha o uso da força por parte dos agentes da PRM contra um indivíduo indefeso e, sobretudo, facilmente localizável.

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