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19 de December, 2025

Tramitados mais de 400 processos por branqueamento de capitais

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As autoridades moçambicanas tramitaram um total de 426 processos de branqueamento de capitais, de Janeiro a Novembro do ano em curso. O facto foi avançado pelo Presidente da República, Daniel Chapo, que falava ontem, na Assembleia da República, em Maputo, durante a apresentação do Informe anual sobre o Estado Geral da Nação.

Chapo disse que a tramitação dos processos reforça a mensagem de que Moçambique não será porto seguro para práticas ilícitas, nem tolerará crimes que ponham em causa a segurança económica, financeira e nacional.

“No âmbito do combate ao crime económico e financeiro”, afirmou Chapo, “reforçámos os mecanismos de prevenção e combate ao branqueamento de capitais e ao financiamento do terrorismo”.

O Chefe do Estado disse haver detidos envolvidos no crime de branqueamento de capitais e financiamento ao terrorismo, mas em respeito ao princípio de presunção de inocência e da separação de poderes, “somos cautelosos ao abordar esse assunto”.

Reiterou, com firmeza e clareza, que o governo não vai recuar diante de quem tenta desafiar a autoridade do Estado, incluindo aquele que tenta semear medo, ou comprometer a ordem, segurança e tranquilidade públicas.

Segundo Chapo, as autoridades compraram duas embarcações especializadas para vigilância marítima, o que reforça, significativamente a capacidade de patrulha, monitoria e resposta no litoral norte do país. “Com estes meios modernos, reduzimos a vulnerabilidade da costa, frequentemente utilizada por grupos terroristas e redes de narcotráfico, fortalecendo a segurança marítima e a protecção das nossas fronteiras”, frisou.

A luta contra o terrorismo é global, mas a defesa de Moçambique é responsabilidade suprema do Estado. Para reforçar os mecanismos de defesa e segurança, o Executivo, de acordo com Chapo, realizou o primeiro Curso de Defesa Nacional, que envolveu gestores públicos civis; além de ter organizado o 1º Fórum da Indústria de Defesa Moçambique-Turquia; e de ter construído o Laboratório de Inteligência Artificial e Ciber-segurança, na Academia Militar Samora Machel, na província nortenha de Nampula; assim como constituiu a Unidade de Defesa Cibernética.

“A nossa determinação é absoluta: onde houver crime, haverá resposta; onde houver ameaça, haverá firmeza; onde houver desordem, haverá restauração da legalidade”, vincou.

No que tange aos raptos, o Chefe do Estado referiu que presente ano, as autoridades notificaram 10 casos, dos quais nove vítimas regressaram ao convívio familiar, “graças ao trabalho coordenado das nossas Forças de Segurança e Investigação e as comunidades”.

Chapo realçou que não são todos os crimes reportados que configuram efectivamente, sequestros, sendo que alguns apresentam características distintas, estando as investigações em curso para o adequado esclarecimento.

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