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3 de October, 2025

ExxonMobil pede garantias de segurança ao Presidente da República para terminal de gás em Cabo Delgado

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O presidente-executivo da ExxonMobil, Darren Woods, reuniu-se, na semana passada, com o Chefe de Estado, Daniel Francisco Chapo, onde solicitou garantias de segurança para a implementação de um mega-projecto de gás natural, estimado em 30 mil milhões de USD, na província de Cabo Delgado, antes da Decisão Final de Investimento, informou esta terça-feira (30) o jornal britânico Financial Times. O encontro ocorreu à margem da Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova Iorque, nos Estados Unidos da América (EUA).

Woods levantou preocupações devido à ameaça da insurgência jihadista na província de Cabo Delgado, onde a Exxon projecta construir a maior instalação de Gás Natural Liquefeito (GNL) da África. A Decisão Final de Investimento, que se esperava para 2024, foi adiada para 2026, devido às preocupações em torno da segurança na zona de implementação.

Militantes ligados ao Estado Islâmico operam na província de Cabo Delgado, rica em gás, desde 2017, matando milhares de civis, destruindo meios de subsistência e deslocando centenas de milhares de pessoas, segundo agências humanitárias.

A insurgência levou à suspensão de projectos de energia multibilionários, nomeadamente, da TotalEnergies que declarou força maior em 2021, após os ataques à vila de Palma, centro logístico próximo da área de operação.

Woods e Chapo também discutiram os planos da TotalEnergies para a retoma das obras no projecto de GNL desenvolvido pela petrolífera francesa e que está suspenso por força maior. “Acreditamos firmemente que o projecto da ExxonMobil, se implementado, fará uma enorme diferença na economia de Moçambique e, consequentemente, na vida dos moçambicanos”, disse Chapo numa declaração por email ao Financial Times.

Um porta-voz da Exxon avançou que a empresa está a trabalhar em estreita colaboração com a TotalEnergies, o governo de Moçambique e seus parceiros no projecto de GNL para garantir que as condições de segurança sejam atendidas para permitir uma decisão final de investimento.

Chief Executive Officer (CEO) da TotalEnergies, Patrick Pouyanné, disse aos investidores na segunda-feira: “na verdade, tudo está pronto; estamos a mobilizar-nos novamente para o local. A última parte da decisão é suspender oficialmente o estado de força maior”.

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