Contrariamente ao que havia avançado alguma imprensa, que dizia estar em risco o processo de Desmilitarização, Desmobilização e Reintegração (DDR) da força residual da Renamo, devido ao controverso processo de Recenseamento Eleitoral, na província de Gaza, o mandatário nacional da “Perdiz”, Venâncio Mondlane, assegurou, esta terça-feira, que o seu partido continua comprometido com o processo, que deverá culminar com a assinatura do Acordo de Paz Definitiva, no próximo mês.
O também Assessor Político do Presidente do Partido, Ossufo Momade, lembrou que toda e qualquer reivindicação que o partido tiver em relação ao recenseamento eleitoral, no geral, e a deliberação 88/CNE/2019 de 23 de Julho, em particular, apoiar-se-á na Constituição da República e demais leis em vigor no país.
As conversações tendentes ao DDR, tendo em conta o calendário fixado no encontro de Chimoio, província de Manica, por Filipe Nyusi e Ossufo Momade, entraram, neste mês de Julho, para o segundo e último mês, uma vez que a assinatura do Acordo de Paz Definitiva está prevista para Agosto próximo.
Entretanto, alguns analistas ouvidos pela “Carta”, imediatamente após o anúncio dos novos prazos para o encerramento do processo, colocaram pouca fé nos deadlines fixados, precisamente por considerarem o factor “tempo e a complexidade do dossier” um obstáculo quase intransponível.
Refira-se que, nesta terça-feira, a Renamo submeteu, tal como tinha prometido, um ofício à Procuradoria-Geral da República (PGR), solicitando uma auditória externa e independente ao recenseamento eleitoral.
Ainda relacionado com o recenseamento eleitoral, a Renamo viu, refira-se, chumbado há dias, pelo Conselho Constitucional (CC), o seu pedido de anulação da deliberação 88/CNE/2019 de 23 de Julho, que aprova o número de eleitores registados pelo Secretariado Técnico de Administração Eleitoral e a respectiva distribuição de mandatos para Assembleia da República, na província de Gaza, zona considerada de influência do partido Frelimo. (Carta)





