Manuel Chang vai conhecer esta manhã para onde vai ser extraditado. O Tribunal Supremo de Gauteng, na África do Sul, onde ele está detido desde finais de Dezembro de 2018, vai anunciar esta manhã a decisão tomada depois de uma ronda de discussão judicial que se seguiu à revogação de uma anterior ordem política, tomada pelo antigo Ministro da Justiça e Serviços Correcionais sul-africano, Michael Masutha, que apontava a extradição para Moçambique.
Na mais recente fase processual, o Governo de Maputo submeteu novas alegações em defesa do envio de Chang para Maputo, para o que contratou uma firma de advogados de Joanesburgo, a Mabunda Inc. O Departamento de Estado norte-americano escusou-se a adicionar novas alegações, para lá do seu pedido inicial submetido à Pretória no início do ano.
A extradição de Chang para Moçambique conta com a oposição do Fórum Moçambicano do Orçamento (FMO) e da Fundação Helen Suzman, que defenderam por escrito que o ex-deputado deve ser enviado para o EUA, para ser alvo de um julgamento transparente. Depois que o Tribunal proferir a decisão, as partes insatisfeitas terão 21 dias para submeterem o último recurso. (Carta)




