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15 de July, 2026

Mais de 1.500 moçambicanos recrutados para trabalhar em Portugal no primeiro semestre

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Mais de 1.500 moçambicanos foram recrutados no primeiro semestre para trabalhar em Portugal em áreas com falta de profissionais, metade através do Instituto de Emprego, avançou na terça-feira (14) o Presidente da República, Daniel Chapo, sublinhando a integração da comunidade.

“A comunidade moçambicana em Portugal está bem integrada. Já estamos a materializar o acordo de mão-de-obra de Moçambique para Portugal. Só de Janeiro até Junho, mais de 1.500 moçambicanos saíram de Moçambique para Portugal, por via do Instituto de Emprego foram cerca de 800”, disse Daniel Chapo, em entrevista à Lusa.

“E nós queremos continuar a trabalhar para que, por esta via do Instituto Nacional de Emprego, que é um instituto público, possamos continuar a enviar mão-de-obra para Portugal”, acrescentou.

Esse recrutamento envolve o Instituto do Emprego e Formação Profissional português, ao abrigo dos acordos de mobilidade laboral, mas também através de agências privadas, para áreas com carência em Portugal, como transportes, metalomecânica e construção civil, segundo o Governo português.

“Fizemos um levantamento por parte das agências privadas de emprego e também por parte do Instituto Nacional de Emprego, e vimos que só no primeiro semestre cerca de 1.500 moçambicanos conseguiram ir para Portugal e as nossas relações são excelentes”, apontou Chapo.

Actualmente, residem em Portugal mais de 15 mil moçambicanos e o Presidente da República defende que é uma das comunidades mais bem integradas.

“Queria apelar para que continue assim, a ser uma comunidade humilde, a ser uma comunidade que obedece às leis portuguesas, porque é o território onde estão a viver. E é muito importante obedecer a todas as leis de um determinado país”, disse.

“E tal como os portugueses que residem em Moçambique respeitam as leis moçambicanas, é extremamente importante os moçambicanos que residem em Portugal respeitarem as leis portuguesas, porque só assim, como dois países irmãos, é que vamos continuar unidos, coesos, e a desenvolver os nossos dois países e a criar melhores condições de vida para os moçambicanos, mas também para os portugueses”, concluiu Daniel Chapo.

500 milhões de euros para empresas portuguesas

O presidente moçambicano prevê ainda que os primeiros desembolsos da linha de 500 milhões de euros de financiamento a empresas portuguesas em Moçambique aconteçam no segundo semestre, destacando Portugal como “parceiro estratégico” do país. “Estamos a trabalhar neste sentido, para que ao longo deste segundo semestre deste ano haja já desembolso dos valores e os projectos que foram definidos possam realmente arrancar”, avançou.
Portugal e Moçambique assinaram em 9 de Dezembro, no Porto, 22 instrumentos jurídicos de cooperação durante a sexta cimeira bilateral, incluindo uma adenda ao Programa Estratégico de Cooperação 2022-2026 entre ambos os governos.

Os dois países assinaram também um protocolo para a disponibilização de uma linha de 500 milhões de euros para garantias para projectos de apoio ao desenvolvimento sustentável de Moçambique, acessíveis para a actividade de empresas portuguesas no país africano.
Segundo Chapo, há ainda “necessidade de seguir alguns passos” para operacionalizar a linha de crédito, com equipas dos dois países a trabalharem para a disponibilização dos fundos.

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