Foram empossados ontem os novos Presidentes dos Conselhos de Administração (PCA) do Instituto de Gestão das Participações do Estado (IGEPE), da Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH) e do Fundo para o Fomento da Habitação (FFH).
Trata-se de Danilo Nanla, nomeado para o cargo de PCA do IGEPE; Rudêncio Morais para o cargo de PCA da ENH; e Amorim Pery, nomeado PCA do FFH. Os novos gestores substituem, nos cargos, Ana Coanai, Ludovina Bernardo e Armindo Munguambe, respectivamente, exonerados na 12ª Sessão Ordinária do Conselho de Ministros, realizada no dia 06 passado.
Ana Isabel Senda Coanai, membro do “poderoso” Comité Central da Frelimo, foi exonerada por caducidade do cargo, enquanto Ludovina Bernardo, antiga vice-Ministra da Indústria e Comércio, ainda tinha três anos de um mandato que terminava em 2029. Armindo Munguambe também tinha dois anos no seu segundo mandato, que terminava em 2028.
Danilo Nanla
Dos novos PCA, Danilo Nanla era, até à sua nomeação, PCA da Kudumba, uma empresa do tipo parceria público-privada, ligada ao partido Frelimo, que desde 2026 fornece serviços de inspecção (scanner) não intrusiva de mercadorias, meios de transporte, bagagens e pessoas. No dia 10 de Março passado, o Governo decidiu renovar o contrato da Kudumba por mais 10 anos, alegando alto “nível de satisfação dos serviços prestados pela empresa”.
Ao novo “homem-forte” do IGEPE, a Primeira-Ministra, Maria Benvinda Levi, exigiu o aprimoramento dos mecanismos que garantam a consolidação do processo de reestruturação, viabilização económica e rentabilização das empresas públicas e participadas pelo Estado, sobretudo no que concerne ao controlo do risco fiscal, sustentabilidade financeira e prevenção do sobre endividamento.
“O IGEPE deverá, ainda, reforçar as boas práticas de governação corporativa, transparência, prestação de contas e controlo interno das empresas públicas e participadas, o que irá concorrer para a optimização da gestão da carteira de participações do Estado e aumento da geração de receitas de capital”, disse Levi.
Recomendou, igualmente, que neste novo ciclo de gestão, o PCA do IGEPE reforce a cultura de inovação, transparência, disciplina financeira e prestação de contas, assegurando que o sector empresarial do Estado continue a ser um verdadeiro instrumento estratégico de atracção de mais investimento público-privado e, consequentemente, do desenvolvimento económico e da inclusão social.
Rudêncio Morais
Por sua vez, Rudêncio Morais é quadro da ENH. Tem uma trajectória sólida na empresa. Morais surge como a aposta para transformar o vasto potencial energético em benefícios concretos para a economia nacional e para os moçambicanos.
“Ao capitalizarmos os benefícios da exploração dos hidrocarbonetos, estaremos a dinamizar o crescimento da nossa economia, diversificar e incrementar as fontes de receitas para o Estado, expandir as infra-estruturas de apoio ao sector e de industrialização, assim como criar mais postos de trabalho e renda para os moçambicanos, em especial para jovens e mulheres”, sublinhou a Primeira-ministra.
A governante disse esperar do novo PCA da ENH, a sua concentração nos grandes projectos da Bacia do Rovuma, bem como nas iniciativas de monetização do gás no país, contribuindo para o desenvolvimento industrial e para a redução da dependência nacional de produtos petrolíferos importados.
Amorim Pery
Já Amorim Pery é mestre em Gestão de Políticas Económicas e licenciado em Economia pela Universidade Eduardo Mondlane (UEM). É descrito como tendo uma trajectória profissional que soma 22 anos de dedicação à função pública e ao sector financeiro. Já foi Director Nacional do Tesouro, Director Nacional de Cooperação Económica e Financeira, e Director de Operações da Bolsa de Valores de Moçambique (BVM). “Pery é um profundo conhecedor do sector habitacional, área em que deixou a sua marca ao exercer funções de direcção no próprio FFH, FP, entre 2013 até 2018”, refere a revista “Ídolo”.
Ao PCA do FFH, a Primeira-Ministra recomendou maior dinamismo na implementação de programas de urbanização, assim como o reforço da aproximação e articulação institucional com jovens e famílias que procuram acesso à habitação e terra infra-estruturada.
“Recomendamos, ainda, o aprimoramento de mecanismos e acções que assegurem a criação, em todo o território nacional, de novas centralidades urbanas com água, energia, saneamento, vias de acesso e demais serviços essenciais, contribuindo, assim, para o ordenamento territorial e construção de cidades mais resilientes, inclusivas e sustentáveis”, acrescentou Levi.





