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9 de April, 2026

Governo recorreu às reservas internacionais para pagar dívida ao FMI

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O Chefe de Estado, Daniel Chapo, revelou, na manhã desta quinta-feira (09), que o Governo recorreu às reservas internacionais para liquidar a dívida de Moçambique com o FMI (Fundo Monetário Internacional), no valor de cerca de 701,4 milhões de USD.

O dado foi revelado durante a abertura da V Sessão Ordinária do Comité Central da Frelimo, que decorre no Município da Matola, província de Maputo. A dívida foi contraída no âmbito do Fundo para a Redução da Pobreza e o Crescimento, o principal instrumento do FMI para fornecer financiamento em condições favoráveis aos países de baixo rendimento.

Segundo Chapo, a decisão de pagar, na totalidade e de forma antecipada, a dívida com o FMI é “corajosa” e “deve ser vista de forma positiva e estratégica como um sinal inequívoco da responsabilidade macroeconómica” e do reforço da estabilidade de Moçambique a nível internacional. “A dignidade de um povo não tem preço”, defende.

O uso das reservas internacionais moçambicanas acontece num momento em que o mundo e o país, em particular, debate-se com a crise de combustíveis, derivado da guerra no Médio Oriente, opondo a dupla Israel/EUA e o Irão. Dados do Banco de Moçambique revelam que, até Fevereiro último, as reservas atingiam 4,2 mil milhões de USD.

A decisão, refira-se, é considerada pela maioria dos economistas como irracional, tendo em conta as dificuldades de tesouraria que o país enfrenta. No entanto, há quem entende que a medida vai restaurar a credibilidade de Moçambique no mercado financeiro internacional, abrindo espaço para que o Governo negoceie novos créditos.

Falando aos “camaradas”, na abertura da reunião mais importante da Frelimo no intervalo entre os congressos, o Presidente da República disse que o Executivo continuará a adoptar medidas que estimulem a produção interna e a atração de mais investimentos, através do fortalecimento do ambiente de negócio mais favorável. Garantiu ainda estar aberto para o reforço da “parceria estratégica” com o FMI e outros parceiros bilaterais e multilaterais, desde que se baseie em vantagens mútuas.

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