O Presidente da República, Daniel Chapo, disse que espera concluir em breve as negociações com a TotalEnergies sobre o reinício de um projecto de gás natural de 20 biliões de dólares. “Temos o pequeno problema da jihad e do terrorismo”, afirmou, mas assegurando que a região está mais estável do que há quatro anos, pedindo o reinício do projecto de gás natural interrompido há quatro anos devido a uma insurgência ligada ao Estado Islâmico.
As empresas que trabalham na construção da central da Total começaram a preparar-se para retomar as operações, de acordo com fontes ligadas ao assunto, enquanto a Eni teria concedido um contrato à Samsung Heavy Industries Corporation para construir a sua central flutuante Coral Norte, somando-se à sua central Coral Sul, avaliada em 7 biliões de dólares e que já está em operação.
No início deste mês, Chapo reuniu-se com o CEO da Total, Patrick Pouyanné, para discutir a retomada do projecto que tem o potencial de transformar a economia de um dos países mais pobres do mundo, disse ele em entrevista no sábado (19). “Estive com o Sr. Pouyanne há duas semanas e as coisas estão indo bem”, disse Chapo. “Em Agosto, encerraremos nossas negociações”, afirmou o Presidente em alusão à data do reinício do projecto.
As obras da Mozambique LNG, localizada na província de Cabo Delgado, foram totalmente paralisadas, os trabalhadores foram evacuados e o estado de força maior foi declarado em 2021, após uma escalada de ataques na área.
Os ataques dos insurgentes, que desde então levaram ao envio de tropas do Ruanda, e por algum tempo dos vizinhos de Moçambique, minaram o ímpeto do desenvolvimento de 50 biliões de dólares em projectos de gás natural liquefeito, com a Eni SpA e a Exxon Mobil Corporation também desenvolvendo centrais. As reservas de gás descobertas há 15 anos na costa norte de Moçambique estão entre as maiores do mundo. (Bloomberg)





