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15 de September, 2026

Governo quer reduzir desnutrição crónica infantil para 30% até 2029

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O Governo moçambicano tenciona reduzir a prevalência da desnutrição crónica em crianças menores de cinco anos dos actuais 37% para 30% até 2029, no âmbito das metas definidas no Programa Quinquenal do Governo 2025-2029. O facto foi reiterado ontem pelo Chefe de Estado, Daniel Francisco Chapo, durante a abertura da Primeira Conferência Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional.

Segundo Chapo, a segurança alimentar e nutricional deve constituir prioridade de Estado, pelo que defende uma acção coordenada entre o Governo, sector privado, sociedade civil, academia, parceiros de cooperação e outras instituições.

Chapo diz que o combate à fome e à desnutrição crónica não pode ser responsabilidade de um único sector, uma vez que está directamente ligado à saúde, educação, produtividade, rendimento das famílias e ao futuro do país. Defendeu igualmente o aumento da produção nacional de alimentos, a redução das perdas pós-colheita e a melhoria das condições de conservação, armazenamento, transformação, transporte e comercialização.

O Chefe do Governo sublinhou a necessidade de se olhar para toda a cadeia, “da machamba à mesa”, garantindo que as famílias tenham acesso a alimentos seguros, diversificados e nutritivos a preços acessíveis. Destacou ainda a necessidade de melhorar as condições de comercialização agrícola e de garantir que os produtores obtenham preços que valorizem o seu trabalho, considerando que melhores condições de escoamento e comercialização poderão incentivar o aumento da produção nacional.

Na sua intervenção, Chapo alertou também para os efeitos das secas, cheias, inundações e ciclones sobre a segurança alimentar, defendendo investimentos em irrigação, gestão da água, tecnologias adaptadas, sistemas de alerta precoce e armazenamento para aumentar a resiliência das comunidades.

O Presidente da República apelou, por outro lado, a uma maior convergência das acções dos sectores da agricultura, saúde, educação, água, saneamento e protecção social para que as políticas públicas tenham impacto directo nas comunidades e famílias mais vulneráveis.

Para o Presidente da República, o sucesso das políticas de segurança alimentar e nutricional deverá ser medido pelo impacto na vida dos moçambicanos, sobretudo na melhoria das condições das crianças e das famílias.

Por isso, defende também o reforço da implementação da Política e Estratégia de Segurança Alimentar e Nutricional 2024-2030, a transformação dos sistemas alimentares, a redução acelerada da desnutrição infantil, a mobilização de recursos e o fortalecimento da monitoria e prestação de contas.

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