O Presidente da República, Daniel Chapo, reiterou, ontem, o seu pedido de extensão, por mais dois anos, do Acordo de Assistência ao Combate ao Terrorismo, na província deCabo Delgado, em vigor com a União Europeia, defendendo que a estabilidade de Moçambique constitui um factor determinante para a segurança energética mundial.
O facto foi comunicado aos jornalistas, em Lisboa, após umencontro que o Presidente da República manteve com o Presidente da Assembleia da República Portuguesa, José Pedro Aguiar-Branco, no âmbito da sua visita oficial àquele país europeu.
O Acordo de Assistência ao Combate ao Terrorismo, na província de Cabo Delgado, termina no dia 31 de Dezembro, depois que o Conselho da União Europeia prorrogou, em Maio, o mandato da sua Missão de Assistência Militar em Moçambique (EUMAM MOZ) por mais seis meses.
O apoio da União Europeia foi oficializado em Outubro de 2020, sendo que a assistência militar começou com a Missão de Formação Militar (EUTM-MOZ), em Novembro de 2021, tendo já sido destacadas duas missões ao país. O terrorismo semeia luto em Cabo Delgado há quase nove anos.
De acordo com a nota de imprensa emitida pela Presidência da República, no encontro com José Aguiar-Branco, o Chefe de Estado defendeu a renovação do acordo, lembrando que, apesar dos avanços registados, persistem ataques esporádicos no norte de Cabo Delgado, que continuam a provocar deslocações forçadas da população e necessidades de assistência humanitária. “Gostaríamos que, em Cabo Delgado, houvesse paz e segurança porque a paz e a segurança, em Cabo Delgado, é a paz em Moçambique”, afirmou Chapo, citado na nota.
Segundo a Presidência da República, o Chefe do Estado sublinhou ainda que a estabilidade da província de Cabo Delgado é igualmente essencial para garantir um ambiente favorável ao investimento, pois, a paz e a segurança são condições indispensáveis para fortalecer a confiança dos investidores e impulsionar o desenvolvimento económico do país.
“É importante que o mundo perceba que a paz, a estabilidade política, económica e social e a segurança, em Moçambique,é a segurança energética do planeta Terra”, declarou Daniel Chapo, para quem Moçambique assume um papel estratégico na diversificação das fontes globais de energiaperante os conflitos actuais.
Refira-se que as missões da União Europeia foram desenvolvidas ao abrigo do Mecanismo Europeu de Apoio à Paz, que ainda financiou com 89 milhões de euros para compra de equipamento não letal e o apoio logístico para equipar 11 companhias de Reacção Rápida das Forças Armadas (QRF, na sigla em inglês) moçambicanas, treinadas pela EUTM-MOZ.





