Comerciantes da Ilha de Mejumbe, no distrito costeiro de Palma, no norte da província de Cabo Delgado, denunciam alegadas cobranças ilícitas, protagonizadas por membros da Força Local, provenientes da vila sede de Palma e do Posto Administrativo de Olumbe.
Informações avançadas à “Carta” indicam que o referido grupo chegou àquela ilha na sexta-feira, tendo exigido pagamentos ilegais aos comerciantes, alegando tratar-se de impostos. Aliás, as vítimas afirmam que o grupo não emitiu qualquer comprovativo do pagamento do suposto imposto.
As fontes afirmam que parte da população da ilha é oriunda da vila de Mocímboa da Praia e que os residentes também foram alvo das cobranças, sob o mesmo pretexto. As denúncias indicam igualmente que cobranças semelhantes terão sido efectuadas na parte continental, concretamente na aldeia de Nsangue, localizada na zona divisória entre os distritos de Palma e Mocímboa da Praia.
Os habitantes da ilha manifestam preocupação com este tipo de actuação, afirmando que o método utilizado é semelhante ao usado pelos insurgentes, que têm nas cobranças ilícitas uma das suas fontes de financiamento, facto que, para eles, contribui para o aumento do clima de insegurança entre a população.
Refira-se que, na última quinta-feira, um grupo de insurgentes atacou algumas viaturas, na N380, que integravam uma escolta militar, concretamente na zona de Nantadora. As fontes garantem, no entanto, que não houve vítimas humanas, devido à pronta intervenção das Forças de Defesa e Segurança (FDS).
Num dos ataques, os insurgentes atingiram uma viatura da Direcção Provincial de Saúde de Cabo Delgado, que transportava funcionários com destino à vila de Mocímboa da Praia, mas sem causar vítimas humanas. (Carta)





