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15 de June, 2026

Secretários de Estado de Nampula e Cabo Delgado “trocam” de lugares e Arsénia Massingue volta à “ribalta”

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O Chefe de Estado, Daniel Francisco Chapo, voltou a mexer na equipa de representantes do Governo central nas províncias. Depois de chamar Manuel Rodrigues do “desemprego”, em Agosto de 2025, para substituir Cecília Chamutota, na província de Sofala, agora foi a vez de Arsénia Massingue sair da “reserva” para liderar a província de Inhambane.

Em comunicado emitido ao início da noite desta segunda-feira, a Presidência da República afirma que Daniel Chapo exonerou Bendita Lopes do cargo de Secretária de Estado na Província de Inhambane, tendo, para o lugar, nomeado Arsénia Massingue, antiga Ministra do Interior.

Primeira mulher a liderar o Ministério do Interior desde a independência do país, Arsénia Massingue estava na reserva desde que foi exonerada daquele cargo em Novembro de 2023 – foi nomeada ao cargo em Novembro de 2021 – depois de ter desempenhado as funções de Directora-Geral do Serviço Nacional de Migração.

Para além de trazer a Comissária Chefe da Migração na Reserva à “ribalta”, Daniel Chapo permutou os Secretários de Estado da Províncias de Cabo Delgado e Nampula. Na nota de imprensa enviada à “Carta”, o Gabinete de Imprensa da Presidência da República refere que Chapo exonerou Fernando Bemane de Sousa do cargo de Secretário de Estado na Província de Cabo Delgado e Plácido Nerino Pereira do cargo de Secretário de Estado na Província de Nampula, tendo nomeado Bemane para Nampula e Pereira para Cabo Delgado.

“Os actos inserem-se na dinâmica de gestão e fortalecimento da governação provincial, em representação do Governo Central, com vista a assegurar maior eficiência na execução das políticas governamentais e na prestação de serviços aos cidadãos”, refere a nota.

Refira-se que a nomeação de Arsénia Massingue chega dias depois de o Chefe de Estado ter resgatado Carmelita Namashulua da “reserva” para dirigir a Inspecção-Geral de Estado, um acto criticado pela sociedade por entender que o país dispõe de quadros competentes para além dos habituais dirigentes do Estado. Aliás, o regresso de Massingue reforça a ideia do domínio do “nyusismo” na governação de Chapo, apesar do slogan de “Nova Era” e do chavão de “fazer diferente para obter resultados diferentes”. *(Carta)*

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