A presença de Daniel Chapo na abertura do Fórum sobre Fragilidades 2026 representa mais do que uma participação num evento internacional. O convite do Banco Mundial surge numa fase em que Moçambique procura consolidar relações com instituições financeiras multilaterais e mobilizar recursos para projectos considerados estratégicos para a economia nacional.
O Presidente da República irá co-presidir à sessão inaugural ao lado de Ajay Banga, presidente do Grupo Banco Mundial, num fórum que reúne cerca de três mil participantes provenientes de governos, universidades, organizações da sociedade civil e instituições financeiras internacionais.
Nos últimos anos, o Banco Mundial tem reforçado a sua presença em Moçambique através do financiamento de programas ligados à reconstrução de Cabo Delgado, infra-estruturas, energia, agricultura e desenvolvimento local. Ao mesmo tempo, o Governo procura recuperar a confiança dos parceiros internacionais após uma década marcada por crises financeiras, instabilidade no Norte e choques climáticos sucessivos.
Ao escolher Daniel Chapo para partilhar a abertura do fórum, o Banco Mundial atribui visibilidade a Moçambique num espaço onde se discutem prioridades de financiamento para alguns dos contextos mais complexos do mundo.
A deslocação aos Estados Unidos inclui ainda o Ministro da Planificação e Desenvolvimento, Salim Valá, e o embaixador de Moçambique nos Estados Unidos, Alfredo Nuvunga.
Num período em que o país procura atrair investimento, acelerar grandes projectos e reforçar a cooperação internacional, a exposição proporcionada por este encontro poderá ter repercussões que ultrapassam largamente os limites de um simples fórum técnico.





