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2 de June, 2026

Ataques em Cabo Delgado: seis jovens tencionavam sair de França para se juntar aos grupos terroristas

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A guerra em Cabo Delgado continua a produzir efeitos muito além das fronteiras moçambicanas, em parte devido à ampla propaganda feita pelo Estado Islâmico, que supostamente influenciou jovens que, a partir de França, planeavam deslocar-se àquela província do norte do país para se juntar aos grupos terroristas que combatem em nome da “Jihad”.

De acordo com o mais recente relatório divulgado pelo Projecto de Monitoria de Conflitos, “Cabo Ligado”, da Armed Conflict Location & Event Data (ACLED), uma organização independente, dois processos judiciais instaurados em França e recentemente julgados evidenciaram o desejo de seis jovens de se juntar ao terrorismo no posto administrativo de Mucojo, distrito de Macomia.

Num dos casos, um cidadão tunisino, detido em Paris por uso de documentos falsos, foi identificado pelas autoridades como potencial simpatizante do grupo extremista, tendo as investigações apontado que o suspeito avaliava a possibilidade de viajar para áreas sob influência do Estado Islâmico, incluindo Moçambique.

Num segundo processo, outros cinco jovens franceses foram condenados por associação criminosa após discutirem planos para abandonar França e deslocarem-se para Cabo Delgado, em nome da “Jihad”, qualificada por extremistas islâmicos como “guerra santa”.

Refere o relatório da ACLED que os procuradores demonstraram, durante o julgamento, que o grupo tinha conhecimento sobre localidades da província de Cabo Delgado, incluindo Mucojo, no distrito de Macomia, uma das regiões muito afectadas pelos ataques terroristas.

O relatório lembra que a maioria dos combatentes estrangeiros envolvidos nos ataques terroristas em Cabo Delgado continua a ser proveniente da África Oriental.

O ex-Presidente da República Filipe Nyusi e o ex-comandante-geral da Polícia da República de Moçambique (PRM) Bernardino Rafael chegaram a apontar Tanzania, Congo e Burundi como alguns dos países de onde parte dos terroristas eram originários.

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