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16 de April, 2026

Drogas e álcool: número de doentes mentais nos hospitais aumentou em 27,5% em 2025

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Os serviços de saúde moçambicanos atenderam um total de 32.281 pacientes com perturbações mentais associadas ao consumo de álcool e drogas, o que representa um aumento de 27,5% em comparação com 2024.

Os dados foram apresentados na quarta-feira (15) pelo porta-voz do Gabinete Central de Prevenção e Combate à Droga, José Bambo. As principais causas de procura estão associadas ao consumo de múltiplas substâncias, com 13.452 casos, seguidas do consumo de álcool, com 10.999 casos, afirmou Bambo. Os canabinóides registaram 2.767 casos e os opióides 2.338.

Os dados evidenciam um crescimento expressivo do consumo de múltiplas substâncias, que aumentou 33,9%, passando de 8.886 para 13.452 atendimentos, consolidando-se como a principal causa de procura dos serviços de saúde mental em 2025. O consumo de álcool também registou um aumento significativo de 26,6%, reforçando o seu impacto na saúde pública.

Apesar de apresentar números absolutos mais baixos, o consumo de cocaína cresceu 26,7%, sinalizando uma tendência emergente que exige atenção das autoridades. Por outro lado, verificou-se uma redução nos atendimentos relacionados com solventes, voláteis e alucinógenos, o que pode indicar uma diminuição do consumo, alterações nos padrões de procura ou eventual subnotificação.

Em termos etários, a maior incidência de casos regista-se nas faixas dos 21 aos 30 anos, com destaque para os grupos dos 21-25 e 26-30 anos. As perturbações associadas ao consumo de canabinóides e opióides são mais frequentes entre os 21 e 25 anos, enquanto o impacto do álcool tende a aumentar progressivamente com a idade, atingindo níveis mais elevados entre os 36 e 40 anos.

Comparativamente aos anos anteriores, observa-se um aumento generalizado da procura por serviços de saúde mental em todas as faixas etárias, com maior incidência entre jovens dos 15 aos 30 anos.

No plano económico, o tratamento de pessoas com dependência de drogas, através da terapia de substituição por opiáceos (metadona), representa um encargo significativo para o sistema de saúde.

Os custos totais desta intervenção ultrapassam os 88.637.048,01 meticais, evidenciando o peso financeiro associado à assistência e reabilitação de pacientes.

O porta-voz do Gabinete Central de Prevenção e Combate à Droga avançou que as acções de combate ao consumo e tráfico de drogas resultaram na apreensão de 4.404,739 quilogramas de diversas substâncias proibidas por lei, em 2025.

As operações, conduzidas de forma coordenada entre várias entidades, culminaram na detenção de 613 indivíduos e na instauração de 495 processos-crime com arguidos detidos, afirmou José Bambo.

No que diz respeito à situação prisional, foram detidos 403 cidadãos por crimes relacionados com drogas, contra 923 no ano anterior, o que representa uma redução de 520 detidos, referiu Bambo.

Do total, 187 encontram-se em prisão preventiva e 216 já foram condenados. Entre os detidos, 335 são do sexo masculino e 68 do sexo feminino.

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