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23 de March, 2026

Capital do Fundo Soberano atinge um valor de mercado de 117.2 milhões de USD

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Continua a crescer o capital do Fundo Soberano de Moçambique, colocado no mercado pelo Banco de Moçambique, o gestor operacional da reserva nacional das receitas do gás natural da bacia do Rovuma.

Dados do Banco Central, extraídos do seu sítio na internet, neste domingo, 10 de Fevereiro, indicam que o capital do Fundo Soberano tinha um valor de mercado de 117.263.411,67 USD, um crescimento na ordem de 7.290.865,92 USD em comparação com o capital de entrada, que foi de 109.972.545,75 USD, registado a 10 de Dezembro de 2025.

Lembre-se que, até ao dia 10 de Fevereiro, dois meses depois de o Governo ter oficializado a operacionalização do banco das receitas do gás do Rovuma, o Fundo Soberano tinha um valor de mercado de 116.824.608,26 USD.

No entanto, o Banco de Moçambique continua a não avançar informações sobre os custos operacionais cobrados, até ao momento, pela gestão da carteira de investimentos do Fundo Soberano e muito menos transferências efectuadas ao Estado moçambicano neste período.

Refira-se que nas Demonstrações Financeiras Individuais referentes ao Exercício findo a 31 de Dezembro, divulgadas no dia 30 de Janeiro, nas quais reporta um resultado líquido de 210.589,11 USD, em 2025, o Banco Central defende que o “lucro registado decorreu dos juros das aplicações em depósitos de muito curto prazo (overnight) efectuados em três contrapartes no estrangeiro”, nomeadamente, o Bred Banque Populaire, da França; o The Toronto – Dominon Bank, do Canadá; e o Sumitomo Mitsui Trust Bank, Ltd., do Japão.

O Banco de Moçambique explica, em seu sítio na internet, que a gestão da carteira do FSM segue uma abordagem conservadora e diversificada, baseada em índices de referência estratégicos que privilegiam instrumentos de baixo risco e elevada liquidez.

Defende que a gestão da carteira observa rigorosamente as restrições definidas na Política de Investimento do Fundo, nomeadamente: proibição de investimento em instrumentos emitidos por empresas moçambicanas, em moeda local, bens imóveis ou infra-estruturas situadas em Moçambique; restrição à participação em sociedades imobiliárias, de infra-estruturas ou fundos com foco principal em Moçambique; e proibição de operações que possam comprometer a estabilidade financeira nacional”.

Refira-se que o Banco de Moçambique é o gestor operacional do Fundo Soberano, estando encarregue da sua gestão diária e dos investimentos no mercado internacional, seguindo a política aprovada pelo Governo, que é o responsável pela gestão global.

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