O Governo garante estar a analisar a proposta de reconstrução pós-cheias, submetido pelo partido Aliança Nacional para um Moçambique Livre e Autónomo (ANAMOLA) ao Executivo, no passado dia 04 de Fevereiro. A garantia foi dada pelo Gabinete do Primeiro-Ministro, em um ofício enviado ao ANAMOLA.
“Informamos que a contribuição apresentada se encontra em fase de apreciação e análise pelas instituições relevantes”, refere a nota com referência n.º 143/GPM/SIC/2026, datada de 26 de Fevereiro, enviado pela entidade dirigida por Benvinda Levi ao ANAMOLA.
Em reação, o Presidente do ANAMOLA, Venâncio Mondlane, agradeceu à Primeira-Ministra e ao Governo pela recepção das contribuições. “Essa abertura demonstra patriotismo e unidade nacional em favor das vítimas das inundações. Lamentamos a obstrução feita pela Polícia, que criou vários bloqueios para dificultar a entrega das propostas”, disse Mondlane, numa mensagem publicada na sua página do Facebook.
Lembre-se que o ANAMOLA apresentou, no dia 04 de Fevereiro, um Plano de Reconstrução Pós-cheias avaliado em 1.6 mil milhões de USD. A proposta defende uma ruptura com o modelo que privilegia o financiamento externo, argumentando que 90% dos recursos necessários para a reconstrução podem ser mobilizados internamente.
O plano prevê um horizonte de três anos e contempla intervenções nas áreas de habitação resiliente, infraestruturas de saúde, agricultura, transportes, educação e gestão de recursos hídricos. “Queremos quebrar com o copy&paste de quando há uma tragédia no país termos de estender a mão como mendigos e pedir ajuda ao exterior”, disse Venâncio Mondlane, Presidente do ANAMOLA, aquando da submissão da proposta.
Segundo Venâncio Mondlane, cerca de 30% do orçamento, entre 285 e 390 milhões de USD, pode ser mobilizado a partir das receitas mineiras e petrolíferas. Outras fontes incluem receitas de portagens, estimadas entre 60 e 90 milhões de USD, créditos de carbono e títulos climáticos, com potencial de arrecadar 200 a 300 milhões de USD, uma contribuição solidária, através de um imposto temporário sobre produtos de luxo, como viaturas de alta cilindrada, jóias e diamantes, que poderia gerar entre 30 e 50 milhões de USD. (Carta)




