Jean-Marc Ela, teólogo, sociólogo e padre camaronês, foi uma das vozes mais importantes da teologia africana da libertação. Nos seus escritos – especialmente na obra “O Grito do Povo Africano”, mas também em outros textos – ele aborda de maneira crítica a relação entre fé, pobreza e religião institucional, questionando tanto a instrumentalização da fé […]
Nas tardes em que o sol de Maputo parece repousar, cansado, sobre os telhados da nossa envelhecida cidade capital, é impossível não revisitar o quadro que ainda te consagra como um dos mais prestigiados ensaístas da praça – nesse teu jeito sereno de observar Mecanhelas, Quelimane, Moçambique, África e o mundo, como quem mastiga as […]
“Que se calem as armas, pois o meu coração está apertado. Que vivam todos aqueles que acreditam no amor. Como viver sem celebrar a amizade? Como viver sem sonhar que, um dia, seremos todos amigos?” Dos mais variados e assombrosos materiais e equipamentos que a humanidade ousou construir — e que o mundo consagrou como […]
“A partir do momento em que tomei consciência que ressono alto, tenho vergonha e quase não durmo em transportes públicos para não incomodar os outros passageiros (…) Comecei a ter medo de dormir para não incomodar. Até agora, não sei dizer se eram vozes reais ou se eu estava a ficar paranóica” (p. 176-177) Há […]
O processo de descolonização continua ambíguo, controverso e inconclusivo, numa temática que divide escritores, analistas e até historiadores. Nesse contexto, parece premente resgatar “O ano do adeus ao Ultramar”, do escritor Adelino Timóteo que, muitas vezes, se situa entre a fronteira da literatura, do jornalismo e da narração histórica. O escritor Adelino Timóteo, multifacetado, talentoso […]
Há cinco décadas, assistia-se ao final de um ciclo e ao nascimento de uma nação. O pais reinventava-se sobre o fascínio da revolução e de um progresso assegurado para todos. O delírio atingia operários e camponeses, liberais e intelectuais, forças armadas e milicianos, dos mais cépticos aos mais optimistas. Eram tempos de crenças e de […]
Ninguém se despede do mundo a 25 de Dezembro. Essa é data de chegadas; recomeços. Nem as consciências humanas aceitam concorrências desavindas com o Redentor. Os humanos evitam as disputas com os celestiais. Procuram e seleccionam suas próprias datas, espaços e tempos. Assim, podem eternizar os seus feitos e glórias. Nampula, essa capital de […]
Ninguém se despede do mundo a 25 de Dezembro. Essa é data de chegadas; recomeços. Nem as consciências humanas aceitam concorrências desavindas com o Redentor. Os humanos evitam as disputas com os celestiais. Procuram e seleccionam suas próprias datas, espaços e tempos. Assim, podem eternizar os seus feitos e glórias. Nampula, essa capital de […]
Ninguém se despede do mundo a 25 de Dezembro. Essa é data de chegadas; recomeços. Nem as consciências humanas aceitam concorrências desavindas com o Redentor. Os humanos evitam as disputas com os celestiais. Procuram e seleccionam suas próprias datas, espaços e tempos. Assim, podem eternizar os seus feitos e glórias. Nampula, essa capital de […]
As ondas possuem uma propriedade conhecidíssima, transportam energia, sem necessariamente, transportar matéria. Na sua propagação as ondas cantam a história da Humanidade, os sonhos de um povo, os gritos dos escravos e a fantasia das sereias. O mar se veste a rigor e comunica. Explica aos insulares o sentido da musicalidade, e aos continentais, que […]