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4 de January, 2023

Nyusi reafirma defesa de interesses moçambicanos no Conselho de Segurança da ONU

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Moçambique tomou posse ontem, em Nova Iorque, Estados Unidos da América (EUA), como novo membro não permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas, seis meses depois da sua eleição, por unanimidade, àquele órgão mais importante da Organização das Nações Unidas (ONU).

 

Em declarações proferidas ontem, a partir do Gabinete da Presidência da República, o Chefe de Estado, Filipe Jacinto Nyusi, reiterou que, durante os dois anos em que o país fará parte daquele órgão, irá defender os seus interesses, os do continente africano, assim como dos países em desenvolvimento.

 

“Reafirmamos a nossa linha de orientação centrada na defesa e salvaguarda dos interesses de Moçambique, da África, dos países em desenvolvimento e do mundo na defesa da paz e segurança internacionais”, afirmou.

 

Segundo o Presidente da República, Moçambique irá concentrar os seus esforços em cinco temas fundamentais, nomeadamente, a promoção da paz internacional, com destaque para a paz no nosso continente; o nexo entre o clima, paz e segurança; o papel da mulher e dos jovens na manutenção da paz; o combate ao terrorismo e outros males que ameaçam a paz e segurança internacionais; a procura de um maior espaço para os países em desenvolvimento nas decisões internacionais, através da reforma das instituições multilaterais.

 

Nyusi voltou a defender que o país vai usar da sua experiência para influenciar o mundo a construir a paz na base do diálogo, como forma de se edificar um planeta terra “mais pacífico, harmonioso e próspero”. Os conflitos entre Estados, o terrorismo e os efeitos das mudanças climáticas são apontados por Filipe Nyusi como desafios internacionais da actualidade.

 

Refira-se que, para além de Moçambique, tomaram posse como membros não permanentes do Conselho de Segurança das Nações Unidas, o Equador, o Japão, Malta e a Suíça. O país será representado no órgão pelo seu Embaixador nas Nações Unidas, Pedro Comissário.

 

Como membro não permanente, sublinhe-se, Moçambique não tem direito de veto, um poder consagrado aos membros permanentes daquele órgão, nomeadamente, EUA, Reino Unido da Grã-Bretanha, Rússia, China e França. (Carta)

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