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26 de August, 2026

REVIMO nega estar a reabilitar EN1 entre Katembe e Ponta do Ouro para “desviar fundos”

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A empresa Rede Viária de Moçambique (REVIMO) nega estar a reabilitar a Estrada Nacional Nº 1 (EN1), entre KaTembe e Ponta do Ouro, num troço de 08 km, com vista a “desviar fundos da empresa para fins obscuros”. Alguns utentes da via defendem que a empresa está a reabilitar o troço sem necessidade, alegadamente porque ainda se apresenta em boas condições de transitabilidade.

Entretanto, a REVIMO nega a tese e, à “Carta”, explicou as razões que nortearam o arranque dos trabalhos, orçados em 690 milhões de Meticais, em Janeiro de 2026, do km 20, na zona de KaElisa, em direcção à Ponta do Ouro, estando a conclusão prevista para Novembro de 2026, de acordo com o programa da empreitada.

“A decisão de intervir neste troço resulta das avaliações e vistorias técnicas realizadas ao pavimento, nas quais foram identificadas patologias do tipo assentamentos [afundamentos], deformações significativas e fissuração, com impacto nas condições de segurança, conforto dos utentes e nível de serviço da estrada, que foram suportadas pela auditoria técnica independente à REVIMO, realizada pela Técnica Engenheiros Consultores em 2022”, explicou a empresa numa nota ao jornal.

De acordo com a REVIMO, os resultados da auditoria técnica foram confirmados por ensaios Falling Weight Deflectometer (FWD), que medem o tempo de vida do pavimento, realizados em 2023, tendo igualmente constatado que o troço, caracterizado por zonas pantanosas, precisava urgentemente de reabilitação. A nossa fonte acrescentou que as inspecções realizadas evidenciaram igualmente a ocorrência de rodeiras e fissuração do tipo “pele de crocodilo”, patologias documentadas antes do início da intervenção.

“Do ponto de vista técnico, a consolidação de solos em zonas pantanosas é um dos factores de contribuição para as deformações permanentes observadas neste troço, associado à circulação frequente de veículos pesados que agrava de forma significativa essas deformações, originando as patologias supracitadas. A repetição de cargas elevadas sobre o pavimento aumenta significativamente as solicitações transmitidas às diferentes camadas da estrutura da estrada e contribui para acelerar o processo de degradação e o aparecimento de deformações permanentes”, detalhou a fonte.

Solução adoptada

Perante os problemas identificados, a REVIMO adoptou uma intervenção de natureza estrutural, não se limitando à simples reposição da camada superficial de asfalto. “A solução tem como objectivo reforçar a capacidade estrutural do pavimento, melhorar a sua resistência às solicitações do tráfego e proporcionar melhores condições de durabilidade, segurança e conforto aos utentes”, justificou a empresa.

Detalhadamente, a REVIMO explicou que a estrutura prevista para o pavimento contempla: reciclagem do pavimento existente; estabilização das camadas com cimento; execução da base inferior; execução da base superior em betão betuminoso; execução da camada de desgaste; e a execução da sinalização horizontal.

Com a conclusão da obra, actualmente acima de 50%, a REVIMO pretende restabelecer as condições estruturais adequadas do pavimento; melhorar a segurança rodoviária; proporcionar maior conforto aos utentes; reduzir as deformações e irregularidades existentes; melhorar as condições de circulação; aumentar a resistência do pavimento às solicitações do tráfego; reduzir a necessidade de intervenções correctivas recorrentes; e prolongar a vida útil da infra-estrutura.

Enquanto as obras decorrem, a empresa alerta que se poderão verificar condicionamentos temporários à circulação, nomeadamente redução de velocidade, circulação alternada e outras medidas de gestão de tráfego nas zonas de intervenção. Estas medidas são necessárias para garantir simultaneamente a continuidade da circulação, a segurança dos utentes e a segurança das equipas envolvidas nos trabalhos.

“A REVIMO continuará a acompanhar tecnicamente a execução dos trabalhos, assegurando o cumprimento dos requisitos estabelecidos para a empreitada e promovendo uma utilização responsável da infra-estrutura”, concluiu a empresa.

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