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25 de August, 2026

Disponibilidade de medicamentos nas unidades sanitárias ficou em 68% no primeiro semestre

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A disponibilidade de medicamentos essenciais nas unidades sanitárias do país atingiu uma média de 68% durante o primeiro semestre de 2026, abaixo da meta anual de 90% estabelecida pelo Governo.

Os dados constam do Balanço do Plano Económico e Social e Orçamento do Estado (PESOE) 2026 – I Semestre, no âmbito da acção de aquisição e distribuição de medicamentos essenciais às unidades sanitárias.

Apesar de a meta de 90% estar prevista para ser reportada no quarto trimestre, os dados disponíveis para o primeiro semestre revelam diferenças significativas entre as províncias e os hospitais centrais.

Entre as províncias, Sofala registou o nível mais elevado de disponibilidade, com 77%, seguida de Tete, com 75%, Zambézia, com 74%, e Cabo Delgado, Maputo Província e Nampula, todas com 73%.

Gaza registou 72%, enquanto Inhambane e Niassa alcançaram 71%. Manica e a Cidade de Maputo apresentaram uma disponibilidade de 70%.

Nos hospitais centrais, entretanto, os níveis foram consideravelmente mais baixos. O Hospital Central da Beira registou 51%, o Hospital Central de Nampula 53% e o Hospital Central de Quelimane 54%. Já o Hospital Central de Maputo apresentou uma disponibilidade de 66%.

No domínio da Gestão e Administração do Sistema de Saúde, o Governo estabeleceu como meta formar 96 técnicos especializados em 2026.

Segundo o balanço do primeiro semestre, as formações encontram-se em curso e já abrangem 301 profissionais de saúde, número superior à meta anual inicialmente prevista.

Do total de profissionais em formação, 34 são da área de Neonatologia, 39 de Enfermagem em Anestesiologia, 138 de Enfermagem em Instrumentação e 90 de Enfermagem em Cuidados Intensivos.

A graduação dos profissionais está prevista para Dezembro de 2026, sendo que o resultado final desta actividade deverá ser reportado no quarto trimestre.

Os dados evidenciam desafios persistentes na disponibilidade regular de medicamentos essenciais nas unidades sanitárias, sobretudo nos hospitais centrais, ao mesmo tempo que registam avanços na formação de profissionais especializados para o sector da saúde.

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