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21 de August, 2026

PRM confirma detenção Comandante distrital de Chinde por ordem do Ministério Público

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A Polícia da República de Moçambique (PRM), na província da Zambézia, confirmou, ontem, a detenção do Comandante Distrital do Chinde, ocorrida na segunda-feira, em Mocuba, por suspeitas de exploração ilegal de tantalite.

Em conferência de imprensa concedida esta quinta-feira, em Quelimane, capital provincial da Zambézia, a porta-voz da PRM, naquela província, Belarmina Henriques, afirmou que a detenção foi ordenada pelo Ministério Público, mas que ainda não são conhecidas as razões da sua detenção.

O Comandante Distrital da PRM, em Chinde, foi detido na companhia de dois estrangeiros, nomeadamente, um de cidadania portuguesa e outro de cidadania chinesa. A detenção dos três ocorreu numa residência pertencente a um dos cidadãos estrangeiros, localizada no Bairro do Aeroporto, nos arredores da cidade de Mocuba, província da Zambézia, onde os três estariam a processar ilegalmente tantalite para efeitos de comercialização. A operação foi conduzida por agentes do Tribunal Aduaneiro de Sofala e PRM, em Mocuba.

Aos jornalistas, Belarmina Henriques assegurou que a corporação já constituiu uma equipa de inquérito para se deslocar ao local e apurar as circunstâncias que levaram à detenção do seu agente, bem como o eventual grau de envolvimento daquele oficial superior da PRM nos factos investigados.

A PRM defende que o processo está em segredo de justiça (nas mãos do Ministério Público), pelo que não pode, neste momento, avançar detalhes sobre as diligências processuais em curso. Contudo, “Carta” sabe que o Comandante Distrital da PRM, no Chinde, e seus dois comparsas são suspeitos de associação criminosa, exploração ilegal de recursos minerais e furto agravado.

SERNIC desmantela quadrilha de assaltantes à mão armada

Ainda no distrito de Mocuba, província da Zambézia, o Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) deteve quatro cidadãos moçambicanos alegadamente envolvidos em acções criminosas com recurso a armas de fogo.

Segundo o porta-voz do SERNIC, na Zambézia, Domingos Borrone, os indivíduos faziam incursões em distritos das províncias da Zambézia, Tete e Niassa. Entre as acções atribuídas ao grupo, destacam-se roubos em residências e estabelecimentos comerciais. Acrescentou que outros membros da quadrilha se encontram em fuga. Entretanto, os detidos negam as acusações. (Carta)

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