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2 de June, 2026

África do Sul: Sete moçambicanos morreram vítimas de xenofobia

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Sete moçambicanos morreram vítimas de ataques xenófobos na África do Sul e 800 foram obrigados a voltar ao país, na última sexta-feira (29), refere a Presidência da República, em comunicado.

Na nota, o Gabinete de Informação da Presidência da República avança que cinco das vítimas mortais foram alvos directos da onda de ataques, enquanto duas morreram num acidente de viação, quando fugiam da África do Sul, numa viatura particular.

Os moçambicanos foram atacados na cidade de Mossel Bay, na Província de Cabo Ocidental.

“As autoridades moçambicanas têm estado, desde a ocorrência do acima descrito, a monitorar a situação, através do Consulado de Moçambique na Cidade do Cabo, que está engajado na prestação de assistência aos cidadãos nacionais afectados”, avança o comunicado.

No último sábado (30), 300 moçambicanos regressaram, por meios próprios, ao país e  pouco mais de 500 encontravam-se albergados num local seguro na província do Cabo Ocidental, estando já a decorrer, desde segunda-feira  (01), o processo do seu repatriamento a Moçambique.

“Os referidos compatriotas serão levados aos seus locais de origem, designadamente onde possuem as suas residências. Os cidadãos em causa são oriundos das províncias do Sul de Moçambique [Gaza, Inhambane, Maputo e Cidade de Maputo] e da província de Manica, na região centro”, diz a nota.

A Presidência da República adianta que,  à sua chegada à fronteira de Ressano Garcia, na província de Maputo, os moçambicanos recebem dois kits alimentares, sendo um para o seu uso imediato e outro para os primeiros 10 dias de restabelecimento nas suas zonas de origem.

“Tendo em conta a volatilidade da situação – o que inclui a exigência, por parte de grupos anti-imigrantes, no sentido de certos grupos de estrangeiros abandonarem aquele país até 30 de Junho corrente –, prevê-se o agravamento do actual quadro, estando o Governo a trabalhar para a necessária mitigação”, alerta-se no texto.

O Governo diz que continuará a fazer o seguimento apropriado, através das suas missões consulares naquele país vizinho, bem assim por intermédio do Instituto Nacional para as Comunidades Moçambicanas no Exterior (INACE) e do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD).

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