António Muchanga, ex-deputado da oposição Renamo, insiste que o líder do partido, Ossufo Momade, deve renunciar imediatamente “porque é responsável pela crise interna que afeta o partido”.
Muchanga havia sido suspenso da Renamo por tempo indeterminado. No entanto, ele levou o caso à justiça e venceu. O Tribunal Judicial da Cidade de Maputo emitiu uma sentença favorável a Muchanga, suspendendo a decisão do Conselho Jurisdicional do partido.
Falando no sábado a membros da Renamo, durante sua visita à província da Zambézia, Muchanga afirmou que o legado deixado pelo falecido líder da Renamo, Afonso Dhlakama, está sendo minado pela atual liderança. “As divisões que afectam actualmente os assuntos internos do partido decorrem da incapacidade da atual direção em gerir a organização. Diversas tentativas de resolver os problemas através dos órgãos internos da Renamo não produziram resultados satisfatórios”, afirmou, citado pelo jornal independente “O País”.
Muchanga explicou ainda que a reunião com os demais membros serviu para analisar a situação interna do partido e discutir possíveis soluções para sua reorganização. “A liderança do Momade adota medidas repressivas contra membros que expressam opiniões divergentes, situação que contribuiu para o aumento das tensões internas”, afirmou.
A Renamo já foi o principal partido da oposição em Moçambique, mas agora foi claramente ultrapassada pela Aliança Nacional para um Moçambique Livre e Autônomo (Anamola), liderada pelo ex-candidato presidencial Venancio Mondlane.





