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29 de May, 2026

Seis meses depois: novas aeronaves da LAM já estão prontas para começar a voar

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As duas novas aeronaves da empresa Linhas Aéreas de Moçambique (LAM), recebidas em meados de Dezembro do ano passado, já foram pintadas com as cores da companhia aérea nacional e, nos próximos dias, poderão iniciar as operações. A informação foi avançada esta quinta-feira, em Maputo, pelo Presidente do Conselho de Administração (CFM), Agostinho Langa Júnior, que também integra a Comissão Executiva que gere a LAM.

A pintura das aeronaves precisou de seis meses, numa altura em que, por causa da falta de meios, a LAM sobrevive alugando aviões de outras companhias. Entretanto, segundo Langa Júnior, durante esse período, a LAM não só estava a pintar os aparelhos, mas também a mexer em outros procedimentos da empresa em reestruturação.

“Os aviões não estão a operar porque informamos que iam ser pintados e a pintura que nós estamos a fazer é para uma nova imagem da LAM. A nova imagem da LAM para nós não significa apenas pintura dos aviões, significa também mudar uma série de procedimentos dentro da própria LAM”, disse o gestor.

Falando a jornalistas, à margem do lançamento da auscultação sobre o regulamento de acesso ao exercício de actividade ferroviária, Langa Júnior garantiu que as duas aeronaves Embraer 190, compradas na Holanda por 25 milhões de dólares, já estão prontas e em breve irão começar a operar.

“Nos próximos dias vocês vão ver os aviões porque a pintura já está concluída e nós, ainda ontem [quarta-feira], estivemos reunidos a programar e a tentar agendar o dia em que esse lançamento poderá ser feito”, disse Langa Júnior.

Em seis meses sem operações, o gestor disse que foi inevitável o registo de “custos adicionais porque continuamos a operar com aviões alugados, mas mesmo com a entrada destes dois aviões nós continuaremos a ter na nossa frota aviões alugados porque os dois não serão suficientes para nós cobrirmos a região e o país”.

No entanto, segundo o jornal “Canal de Moçambique”, as novas aeronaves demoraram seis meses para começar a operar porque a Embraer, fabricante brasileira, não estava a aceitar fornecer peças essenciais por causa de escândalos de corrupção que teriam manchado a imagem da fabricante brasileira de aviões.

De acordo com o semanário, após o mediático “Caso Embraer”, despoletado em 2016 – que envolveu o pagamento, em 2008, de subornos a altas personalidades moçambicanas, nomeadamente, Paulo Zucula (então Ministro dos Transportes e Comunicações), Mateus Zimba (intermediário) e José Viegas (então PCA da LAM) –, a fabricante brasileira cortou relações directas com a estatal moçambicana por danos de reputação.

A nossa fonte revelou ainda que a actual administração da LAM, sob o comando do sérvio Dane Kondic, teve que fazer um lobby diplomático de alto nível, contactando o vice-presidente da Embraer, João Taborda, no sentido de provar que a companhia é agora uma entidade idónea.

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