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Actualizado de Segunda a Sexta

14 de May, 2026

Custo de vida subiu em mais de 4% em Abril passado

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Os preços de bens e serviços aumentaram 4,41% em Abril passado, em comparação com o período homólogo de 2025, o que encareceu ainda mais a vida dos moçambicanos.

Esse aumento significa que se em Abril de 2025 uma cesta básica custava 8.000 Meticais, no mês homólogo deste ano orçou-se em 8.352 Meticais (uma variação de 352 Meticais) por causa da subida generalizada de preços (ou inflação).

“Comparativamente a igual período do ano anterior, os preços do mês em análise registaram um aumento na ordem de 4,41%. As divisões de alimentação e bebidas não alcoólicas e de vestuário e calçado foram as que tiveram maior aumento de preços ao variarem com cerca de 10,24% e 5,23%, respectivamente”, refere um comunicado do Instituto Nacional de Estatística (INE).

Segundo o Instituto, todos os centros registaram um aumento do nível geral de preços.

A cidade de Tete registou o maior aumento de preços, com cerca de 8,92%, seguida da cidade de Xai-Xai, 7,48%, cidade de Chimoio, 6,48%, cidade de Quelimane, 4,40%, cidade de Maxixe e Inhambane, 4,23%, cidade da Beira, com 4,08%, cidade de Nampula, 3,34%, e da cidade de Maputo, com 2,35%.
Entretanto, numa comparação mensal, a Autoridade Estatística refere que o país registou, de Março a Abril de 2026, um aumento de preços na ordem de 0,63%, influenciado pela divisão de alimentação e bebidas não alcoólicas, ao contribuir com cerca de 0,56 pontos percentuais (pp) positivos.

“Desagregando a variação mensal por produto, é de destacar o aumento dos preços do tomate (13,8%), da couve (29,4%), da cebola (21,3%), do peixe fresco (5,9%), da alface (23,0%), do repolho (22,7%) e de motorizadas (3,0%). Estes contribuíram no total da variação mensal com cerca de 0,83pp positivos”, detalha o comunicado do INE.
Contudo, a Autoridade constatou que os preços não subiram para todos os produtos, com destaque para o milho em grão, cujo preço caiu em 11,6%, feijão manteiga (4,8%), cimento (1,4%), peixe seco (1,2%), camarão fresco (9,7%), pepino (34,8%) e o coco (4,1%).

De Janeiro a Abril do ano em curso, o INE calculou que o país registou um aumento do nível geral de preços na ordem de 2,80%, por influência das divisões de alimentação e bebidas não-alcoólicas e de habitação, água, electricidade, gás e outros combustíveis, ao contribuírem com cerca de 1,99 pp e 0,24pp positivos, respectivamente.
Analisando a variação mensal pelos centros de recolha, a Autoridade Estatística verificou que, em Abril último, somente a cidade de Quelimane registou uma queda de preços com cerca de 0,39%.

Entretanto, os restantes centros registaram aumento de preços, sendo de destacar a cidade de Tete, com 2,20%, seguida da cidade de Nampula, 1,50%, cidade da Beira, 1,05%, cidade de Chimoio, 0,44%, cidade de Xai-Xai, 0,24%, cidade de Inhambane, 0,17%, e cidade de Maputo, 0,12%. (Carta)

 

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