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30 de April, 2026

Angoche: população fecha estrada em protesto contra construtora Mota-Engil

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A população da localidade de Luazi, no posto administrativo de Namitória, distrito de Angoche, em Nampula, interrompeu a circulação na Estrada N104, que liga Nametil à cidade de Angoche, em protesto contra um alegado incumprimento de acções de responsabilidade social pela construtora Mota-Engil.

De acordo com os habitantes daquela localidade, a empresa não construiu um mercado e uma fonte de abastecimento de água potável, que prometeu, como parte da sua responsabilidade social.

Testemunhas relatam que, além de a manifestação ter provocado a paralisação total das actividades naquele troço, o trânsito ficou igualmente interrompido para outros utentes.

Várias barricadas foram erguidas ao longo da rodovia, enquanto jovens com paus e pedras ameaçavam atacar qualquer pessoa ou viatura que se atrevesse a passar.

“Houve, sim, manifestação, motivada pela insatisfação dos residentes, que acusam a empresa responsável pela construção da via que liga Angoche a Nametil de não ter cumprido compromissos assumidos com a comunidade. Entre as promessas apontadas estão a construção de um mercado, a instalação de uma fonte de água”, disse uma fonte.

Uma testemunha relatou que várias viaturas foram obrigadas a esperar por longas horas, incluindo uma ambulância que transportava um paciente e outro veículo do Serviço Distrital de Saúde, Mulher e Acção Social com medicamentos.

A situação obrigou ao destacamento de agentes da Polícia da República de Moçambique que, após uma tentativa de diálogo, foram expulsos pelos manifestantes.

Entretanto, o governador de Nampula, Eduardo Abdula, deslocou-se esta quarta-feira (29) a Luazi para dialogar com os manifestantes. Na ocasião, o governador foi confrontado com as preocupações da população, que destacou como principais problemas a falta de um centro de saúde, de pelo menos três furos de água e de um mercado para o exercício do comércio.

A população lembrou ao governador que faltam poucos dias para a empresa Mota-Engil terminar as suas actividades sem antes ter cumprido as promessas feitas. Eduardo Abdula afirmou ter recebido todas as preocupações, mas apelou à população, sobretudo, aos jovens, para que reabra a estrada, permitindo a circulação de pessoas e bens, enquanto se trabalha para dar resposta às promessas.

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