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18 de April, 2026

Porto de Maputo aponta coordenação como chave para sustentar crescimento do Corredor de Maputo

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A Sociedade de Desenvolvimento do Porto de Maputo (MPDC), concessionária do Porto de Maputo, considera fundamental uma maior coordenação entre todas as entidades intervenientes no Corredor de Desenvolvimento de Maputo, para consolidar os ganhos de eficiência e sustentar o crescimento do volume de carga.

O Corredor de Desenvolvimento de Maputo liga o Porto de Maputo à vizinha África do Sul, através da Estrada Nacional Número 4 e da linha férrea Maputo–Lebombo, servindo como plataforma logística para o escoamento de produção industrial e mineira daquele país para mercados internacionais. Trata-se de um eixo estratégico de integração regional, cuja eficiência é determinante para reforçar a competitividade do Porto de Maputo face a outras infra-estruturas portuárias da região, como Durban e Richards Bay.

Ao longo dos últimos anos, o corredor tem vindo a registar uma evolução assinalável na movimentação de mercadorias, com um crescimento de cerca de 8% entre 2024 e 2025, tanto na componente rodoviária como ferroviária.

Na componente rodoviária, o incremento tem sido superior a um milhão de toneladas transportadas por ano, enquanto na ferroviária varia entre 200 mil e 600 mil toneladas, reflectindo uma maior utilização das infra-estruturas logísticas associadas ao corredor.

“De uma forma geral, o que se pretende é que todas as partes envolvidas no corredor, privados e o Governo, trabalhem de forma coordenada, eliminando possíveis ‘bottlenecks’ [nós de estrangulamento] que existem no nosso processo”, disse Ana Neves, gestora de Melhoria Contínua do Porto de Maputo.

A responsável sublinhou que, apesar dos avanços registados em termos de eficiência, uma melhor articulação entre os diferentes intervenientes poderá gerar ganhos adicionais ao longo de toda a cadeia logística.

Essas sinergias passam por uma aposta conjunta na digitalização de processos, remoção de constrangimentos burocráticos e aperfeiçoamento de legislação favorável à dinamização do corredor.

Para manter o ritmo de crescimento registado, todas as entidades envolvidas na cadeia logística — desde operadores portuários e ferroviários até às Alfândegas, serviços migratórios e empresas privadas — devem intensificar a colaboração, incluindo com as autoridades sul-africanas, principal origem da carga que transita pelo corredor.

“Se nós tivéssemos um sistema integrado com a África do Sul, não teríamos esse processo de duplicação de actividades”, frisou.

Segundo a gestora, uma maior coordenação e partilha de informação poderá reduzir custos operacionais, aumentar a eficiência e gerar mais receitas para todos os intervenientes, incluindo o Estado.

“Para nós, se manusearmos mais carga, vamos ganhar mais dinheiro. A TRAC vai ter mais camiões a passar pelas portagens, logo vai ter uma receita maior, a GTSA também ganha pelo número de camiões que passam pelo terminal do quilómetro 4 e o transportador, como é óbvio, quanto mais rápido ele conseguir ter o camião dele de regresso à África do Sul, melhor para ele”, afirmou.

“O que queremos é que o camião leve o menos tempo possível na estrada, desde a África do Sul até ao porto”, acrescentou.

Neves realçou que uma maior fluidez no corredor poderá permitir uma utilização mais eficiente da frota de transporte.

“Se o transportador está neste momento a utilizar 10 camiões, com a melhoria no atendimento no corredor, pode ser que precise de apenas quatro”, concluiu.

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