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16 de April, 2026

Caçadores americanos são os que mais procuram safaris moçambicanos

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Os turistas dos EUA são os que mais procuram Moçambique para a caça desportiva e os animais mais abatidos são búfalo, hipopótamo e elefante, referem dados da Administração Nacional de Áreas de Conservação (ANAC), a que Carta da Semana teve acesso.

“De acordo com as estatísticas apuradas, os Estados Unidos da América continuam a liderar como principal mercado emissor de caçadores turistas para Moçambique, seguidos pela África do Sul. Este padrão mantém-se consistente a mais de cinco anos”, pode ler-se no documento.

O panorama prevalecente no campo da caça desportiva em Moçambique reforça a necessidade do cumprimento das normas internacionais do Safari Club International (SCI), enfatiza a ANAC.

SCI é uma organização norte-americana que defende o direito à caça desportiva e a promoção da conservação da vida selvagem.

De acordo com os números da ANAC, o número de caçadores turistas que procuraram os safaris moçambicanos subiu em 2025, situando-se em 674 contra 644, que entraram no país em 2024.

O número de caçadores guias também aumentou, atingindo 157, em 2025, face a 116, no ano anterior.

Do número de caçadores turistas que entraram em Moçambique em 2025, os EUA dominam largamente as estatísticas, com 58%, seguidos pela África do Sul, 14,5%, e Zimbabué, 7,1%.

Também entraram para caçar legalmente animais bravios no país, mas em número sem grandes expressão, turistas de Espanha (3,9%), Alemanha (3,2%), França (2,5) e  Austrália (2%).

Búfalo, o mais caçado

O búfalo foi o animal mais caçado pelos turistas, tendo sido abatidos 478 dos 1.183 efectivos autorizados, em 2025, seguindo-se o elefante, com 24 dos 37, e hipopótamo, com 36 dos 62.

O balanço nota um “baixo aproveitamento em espécies como leopardo e leão, melhoria significativa no aproveitamento de hipopótamo e

variações no aproveitamento de elefante, com tendência de recuperação”.

Queda nas receitas de caça

Em termos de receitas, em 2025, registaram uma queda, caindo para pouco mais de 128 milhões de meticais contra 150 milhões de meticais, em 2024, e pouco mais de 131 milhões de meticais, em 2023.

Ao nível de transferências dos 20% de receitas paras as comunidades residentes nas zonas adjacentes às áreas de safaris,

entre 2023 e 2025, foram canalizados mais de 52 milhões de meticais para as comunidades locais .

Em 2025, o valor ultrapassou 30 milhões de meticais, beneficiando 44 comités de gestão de recursos naturais em Maputo, Manica, Sofala, Niassa, Inhambane, Tete e Gaza.

No balanço de 2025, a ANAC aponta como desafios e irregularidades identificados a inactividade de quotas de caça, não submissão de relatórios anuais e estimativas de inventário inflacionadas, fazendas pequenas (6k–10k ha), solicitando grandes felinos, como elefantes, sem observar os critérios técnicos, bem como lacunas de dados, com áreas de fazendas desconhecidas.

A ANAC refere como perspectivas para os próximos anos o incremento das receitas e melhoria do ambiente de negócios, eliminação de obstáculos burocráticos que desencorajam o investimento, revisão das taxas e tarifas, bem como  simplificação de procedimentos, para a redução de tempo de resposta.

Defende ainda a ampliação da cadeia de valor e maior inclusão, incentivo para maior envolvimento de cidadãos nacionais no turismo cinegético, abertura do mercado de turismo cinegético para outros produtos e serviços que estejam para além da caça, diversificação do produto turístico e geração de benefícios transversais.

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