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26 de March, 2026

Governo garante à BVM criar condições para crescimento do mercado de capitais

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A ministra das Finanças, Carla Louveira, garantiu na quarta-feira (25) à Bolsa de Valores de Moçambique (BVM) que o Governo continuará a criar as condições regulatórias, fiscais e institucionais que favoreçam o crescimento do mercado de capitais.

Louveira deu essas garantias durante a cerimónia das premiações BVM 2026, onde a empresa e as suas congéneres de Angola e Cabo Verde renovaram o memorando de entendimento.  

 Segundo a ministra, o desenvolvimento de Moçambique exige fontes de financiamento diversificadas, sustentáveis e crescentemente baseadas na mobilização da poupança interna e do investimento externo.

 “O mercado de capitais é, neste contexto, um instrumento incontornável, não apenas como alternativa ao financiamento bancário, mas como mecanismo de democratização do acesso ao investimento e de fortalecimento do tecido empresarial nacional”, afiançou a governante.

 Em relação à renovação de memorando de entendimento entre BVM, Bolsa de Dívida e Valores de Angola (BODIVA) e a Bolsa de Valores de Cabo Verde (BVCV), Carla Louveira realçou que cooperação entre bolsas africanas dos países falantes de português é mais do que um exercício diplomático, mas uma alavanca concreta para o desenvolvimento dos respectivos mercados.

 “A harmonização regulatória, a integração tecnológica, o desenvolvimento conjunto de novos produtos financeiros e a capacitação partilhada de recursos humanos são vectores que contribuem directamente para a competitividade dos nossos mercados e para a atracção de investimento”, afirmou Louveira.

 A ministra das Finanças apoiou a visão de interligação regional, reconhecendo  a cooperação com Angola e Cabo Verde como uma oportunidade estratégica para o posicionamento do mercado moçambicano no espaço africano e num contexto internacional mais alargado.

 O Presidente do Conselho de Administração (PCA) da BVM, Pedro Cossa, explicou que o memorando ora assinado incorpora cinco eixos estratégicos de actuação conjunta, nomeadamente, a integração funcional dos sistemas tecnológicos das três bolsas, com base no modelo de cross membership, contemplando acesso multilateral dos operadores, e a criação de uma Janela Única de Mercado.

Cossa disse ainda que o memorando inclui, ainda, o desenvolvimento de novos mercados, produtos e instrumentos financeiros, alargando as alternativas de investimento nos três países, a capacitação técnica dos recursos humanos, através de acções de formação e partilha de boas práticas nas áreas operacionais.

 “A promoção conjunta da educação e literacia financeira, com enfoque na inclusão dos cidadãos nos respectivos mercados de capitais, e a harmonização do quadro normativo e das práticas de governação, reforçando a transparência, a eficiência e a integridade regulatória nos três mercados”, detalhou Cossa.

 A PCA da BVCB, Júlia Aves da Cruz, disse que a assinatura do memorando renova e reforça o compromisso assinado em 2022 para a partilha de conhecimentos entre os dois países.

Cruz acrescentou que a parceria assume um papel importante no fortalecimento das três economias em que estão instaladas.

A PCE da BODIVA, Cristina Lourenço, declarou que o memorando “é a expressão de um compromisso com o desenvolvimento dos nossos mercados de capitais, com a criação de novos produtos, serviços e novos instrumentos para as nossas economias, bem como com reforço e actualização do quadro regulatório e promoção activa da educação e literacia financeira”.

Premiações

Durante o evento, a BVM distinguiu o Bayport  e o Moza Banco como instituições financeiras que ao longo dos anos passados se destacaram no desenvolvimento do mercado de capitais.

O Bayport como a instituição que apresentou o “valor mobiliário com maior liquidez” e o Moza Banco como “maior emissor de valores mobiliários”.

 Premiou ainda o Absa Babk por  ter registado “maior volume de negociação no mercado bolsista” e, novamente, o Moza Banco como “maior patrocinador de emissões admitidas a cotação”.

O BNI distinguiu-se por ser o “maior banco de custódia por registo de accionistas na Central de Valores Mobiliários” e o BCI, como o “maior banco de custódia por valores mobiliários registados na Central de Valores Mobiliários”.

 A BVM premiou também Jossub Nurmamade, primeiro PCA da BVM e membro fundador da instituição, e Fernando de Oliveira, quadro sénior, reformado do Standard Bank, pelo seu papel na gestão de operações de bolsa, atendia o mercado de capitais.

Premiou também João Pedro, quadro sénior, membro fundador e assessor dos PCA da BVM, há 28 anos. 

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