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Maputo -

Actualizado de Segunda a Sexta

10 de March, 2026

Primeira-ministra afirma que redução da pobreza depende da transformação do sistema agro-alimentar

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A primeira-ministra, Benvinda Levi, afirmou na segunda-feira (09), na cidade de Maputo, que a pobreza dificilmente será reduzida de forma sustentável em Moçambique, sem uma transformação profunda do sistema agro-alimentar.

Levi falava durante um evento dedicado ao papel das mulheres no agro-negócio, realizado por ocasião do Dia Internacional da Mulher, assinalado no domingo (08).

Na sua intervenção, a governante sublinhou que o combate à pobreza passa necessariamente pela valorização do sector agrário e pelo reconhecimento do contributo das mulheres e raparigas para a produção alimentar.

“Devemos reconhecer uma realidade incontornável: não haverá redução sustentável da pobreza sem uma transformação profunda do sistema agroalimentar”, afirmou.

A primeira-ministra realçou que uma das prioridades do Governo é transformar a produção agrícola em rendimento e, consequentemente, em melhores condições de vida para as famílias.

“Como Governo, a nossa prioridade é transformar a produção em rendimento e o rendimento em bem-estar para as famílias”, declarou.

Levi destacou ainda que as mulheres constituem uma parte significativa da força de trabalho no sector agrícola, estando envolvidas em diversas etapas da cadeia produtiva, desde a preparação da terra, produção e colheita, até à conservação e processamento dos alimentos.

De acordo com a governante, quando as mulheres têm acesso a recursos essenciais como a terra, tecnologia, financiamento, mercados e conhecimento, os benefícios reflectem-se não apenas no aumento da produção, mas também na melhoria das condições de vida das famílias e no fortalecimento da resiliência das comunidades.

Por essa razão, reforçar a participação e a autonomia das mulheres no sistema agro-alimentar, afirmou, não é apenas uma questão de justiça social, mas também uma condição fundamental para acelerar o desenvolvimento económico das comunidades e do país.

Durante o encontro, Benvinda Levi incentivou ainda as mulheres a assumirem um papel mais activo na defesa dos seus direitos, nomeadamente no acesso à terra e a outros recursos produtivos.

Levi salientou que é fundamental que as próprias mulheres, através das suas redes e organizações, expressem as suas necessidades, partilhem experiências e participem activamente nos processos de decisão ligados ao desenvolvimento do sector agrário.

A governante reconheceu que ainda persistem desafios, sobretudo no acesso à terra, mas defendeu que é necessário continuar a trabalhar para ampliar as oportunidades e garantir maior inclusão das mulheres no sistema produtivo.

 

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