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29 de January, 2026

Portugal envia hoje contingente militar para apoiar na resposta às cheias

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A situação de emergência humanitária provocada pelas cheias que afectam várias regiões de Moçambique levou as autoridades moçambicanas a solicitarem apoio internacional, pedido ao qual Portugal respondeu de forma imediata, anunciou a Embaixada de Portugal, em Maputo, em comunicado de imprensa.

Entre as medidas anunciadas está a projecção da missão Kanimambo, com um contingente inicial de 36 militares da Força de Reacção Imediata (FRI), número que poderá ser reforçado até 100 efectivos. A chegada do primeiro contingente a Maputo está prevista para hoje, pelas 20h30m.

De acordo com a nota, a força portuguesa está equipada com módulos de apoio militar de emergência, incluindo capacidades de comando e controlo, apoio sanitário, engenharia, cooperação civil-militar, busca e salvamento e apoio de serviços, além de 10 toneladas de material.

A Embaixada Portuguesa afirma que o objectivo é reforçar a coordenação humanitária no terreno e apoiar as operações conduzidas pelas Forças Armadas de Defesa de Moçambique, garantindo a rápida chegada de meios de emergência, assistência médica, apoio logístico e bens essenciais às zonas mais afectadas, com destaque para as províncias de Maputo e Gaza, severamente afectadas pelas cheias, devido ao transbordo das bacias hidrográficas dos Rios Incomáti e Limpopo.

Portugal anunciou também uma doação de pouco mais de 300 mil Euros (equivalente a mais de 23 milhões de Meticais), através do Camões-Instituto da Cooperação e da Língua para apoiar a resposta humanitária, no quadro da coordenação das Nações Unidas.

O apoio português inclui também o destacamento de dois peritos do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), nas áreas de barragens, infra-estruturas e gestão das cheias, que integrarão a equipa de Avaliação e Coordenação de Desastres das Nações Unidas (UNDAC). Este apoio será complementado com a entrega de 400 kits de higiene, 125 kits de cozinha e 15 tendas.

Adicionalmente, diz a Embaixada Portuguesa, será destacado um perito nacional na área da saúde para integrar a equipa da UNDAC. O comunicado acrescenta ainda que, caso seja considerado necessário, Portugal poderá mobilizar uma equipa de emergência médica, bem como um hospital de campanha, para reforçar a resposta conjunta à crise humanitária em Moçambique. (Carta)

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