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28 de December, 2025

Chuva alaga estrada Intaka-Boquisso recentemente inaugurada

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A chuva intensa que caiu no último fim-desemana, principalmente no domingo, alagou a estrada Intaka-Boquisso, recentemente inaugurada (foi entregue à comunidade no dia 20 de Dezembro) no município da Matola, província de Maputo. A estrada construída no âmbito do Projecto “Move Maputo” ficou intransitável em alguns pontos, 24 horas depois da inauguração, tendo afectado automobilistas e peões, por horas a fio. Na terça-feira, o Ministro dos Transportes e Logística, João Matlombe, disse que a situação veio a calhar e deverá merecer atenção do empreiteiro que continua no terreno.

Dos pontos críticos, segundo nossas fontes, o destaque vai para a chamada primeira rotunda, na Estrada Circular de Maputo, onde a nova estrada parte para Boquisso. Dos pontos críticos está também a zona de “Gogogo”, “Chilengue” e em frente ao estaleiro do empreiteiro da estrada, a China Jiangxi International Economic and Technical Cooperation (CJIC).

Uma equipa da “Carta” percorreu os cerca de 7 km e visitou os locais inundados. Durante o percurso, o Jornal ouviu alguns residentes afetados pela situação, como é o de Artur Zandamela, morador no Bairro de Intaka II, que ficou afectado pelas águas alagadas. Contou que as águas da chuva ficaram por mais de 10 horas por causa da limitação do sistema de drenagem.

“Depois da chuva que caiu no Domingo, a estrada ficou muito alagada e só desapareceu 15 horas depois. As sargetas e drenagens são poucas e pequenas, então, não conseguem absorver a água por pouco tempo”, contou Zandamela.

Para reverter o cenário, o morador propôs o aumento da quantidade de sargetas e a capacidade das drenagens. Além de Zandamela, “Carta” ouviu igualmente Manito Nguluve, transportador semi-colectivo. Ele também acusou ineficiência no sistema de drenagem.

Acho que o problema deve-se ao sistema de esgoto que é ineficiente. Quando chove, a água acumula-se na estrada, principalmente no “Gogogo” e quase na terminal de “Chilengue”. Tirando isso a estrada está bem e recebemo-la de coração”, disse o transportador.

O jornal também chegou à fala com um comerciante, que na condição de anonimato, disse ter visto a água da chuva alagada na zona da primeira rotunda. Para minimizar o problema, a fonte disse que a CJIC teve que bombear a água.

Esta informação foi confirmada por um trabalhador da CJIC. Ele também falou em anonimato, alegadamente porque não estava autorizado a falar à imprensa. Explicou que apesar de inaugurada, a estrada continua em obras de acabamento. A fonte disse que a chuva despertou ao empreiteiro a necessidade de melhorias no sistema de drenagem.

Situação merecerá atenção do empreiteiro

Interpelado sobre o assunto, esta terça-feira (23), o Ministro dos Transportes e Logística, João Matlombedisse que a chuva caiu num momento e serviu como teste da infra-estrutura. “Quando chove, a estrada pode sofrer inundações por causa da má limpeza das valas, mas neste caso em que a estrada é nova e o empreiteiro ainda está no local, é uma oportunidade para fazer as correções”, disse Matlombe.

Entretanto, num outro desenvolvimento Matlombe disse que aquela situação deveu-se a chuvas intensas que caíram no último Domingo, apesar de estrada ter um sistema de drenagens. Assegurou que o Governo continua a fiscalizar, se constatar alguma anomalia no sistema de drenagem, o empreiteiro terá que retificar. Além disso, o Ministro disse que após entregar a estrada, a CJIC ainda terá que fazer a manutenção da estrada. (Evaristo Chilingue)

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